CMTU dá prazo para hippies saírem do Calçadão
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sexta-feira, 23 de janeiro de 2004
Herika Fondazzi<br> Reportagem Local 
A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) de Londrina deu prazo até quinta-feira da semana que vem para que os hippies que acupam o Calçadão em frente ao Cine Teatro Ouro Verde encontrem um outro local para confeccionar e expor seus materiais. A decisão foi tomada esta semana durante uma reunião entre representantes dos artesões e a CMTU.
Desde dezembro do ano passado os hippies estão no Calçadão, depois que foram obrigados a deixar o antigo local de trabalho, na praça Marechal Floriano Peixoto, também na área central. Segundo o artesão Paulo César Pereira, há divergência entre os trabalhadores sobre a mudança para um local fechado. ''Existem aqueles que concordam em sair da rua mas tem quem prefira continuar em um local aberto, como acontece em várias outras cidades'', comentou. O presidente da CMTU, Wilson Sella, disse que os artesãos devem escolher alguns locais possíveis para que a companhia possa avaliar qual seria a melhor opção. ''Mas na rua eles não podem continuar. Rua não é local de negócio nem de confecção de artesanato. As ruas e praças são locais para os transeuntes'', explicou.
Um dos problemas apontados pelos hippies para a mudança seria o custo do aluguel do imóvel escolhido. ''Gostaríamos de ficar no centro da cidade mas temos receio de não conseguir pagar o aluguel'', disse Pereira. Com relação ao custo da locação, Sella afirmou que é possível haver um acordo como foi feito na transferência de outros artesãos para o Centro de Referência do Artesanato de Londrina (Cereal), onde a CMTU se comprometeu em pagar o aluguel por um período inicial. ''Também estamos estudando a possibilidade de liberar um local no centro da cidade para que, aos domingos, os artesãos que se cadastrarem possam mostrar seus produtos na rua'', afirmou.
Os hippies pretendem conversar e tomar uma decisão até a próxima segunda-feira. Caso eles continuem na rua depois do prazo, a CMTU informou que irá utilizar o serviço da polícia para apreender os produtos comercializados.


