Recomeçou ontem a disputa pela licitação do lixo em Londrina, com a divulgação, pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), dos três editais que dão início ao novo processo. O preço máximo de cada serviço está definido. A operação e manutenção do aterro sanitário tem teto de R$ 99 mil ao mês; varrição de vias e logradouros público, limpeza e conservação de praças e banheiros públicos e lavagem do calçadão, não podem passar de R$ 206 mil/mês; coleta do lixo domiciliar, hospitalar e de feiras-livres mais transporte até o aterro do município, R$ 335 mil/mês. As datas para entrega e protocolo das propostas são, respectivamente, 14, 15 e 16 de outubro.
Segundo o presidente da CMTU, Wilson Sella, se tudo correr bem, o vencedor de cada processo será conhecido dia 20 de outubro deste ano. Como o contrato emergencial feito com a empresa Vega Engenharia Ambiental termina em 8 de outubro, outro precisará ser efetuado. Sella afirmou que vai definir com o prefeito Nedson Micheleti (PT), ainda essa semana, os critérios desse contrato, que deve incluir, ainda, o serviço de varrição das ruas. O contrato terá duração de 30 ou 60 dias e qualquer empresa interessada poderá participar.
O diretor-geral do Consórcio Copama, Sebastião Fernando de Magalhães, disse que ainda está aguardando uma justificativa da CMTU para a revogação do processo anterior. O Copama foi declarado vencedor da licitação em abril desse ano, mas um processo judicial movido pelo consórcio CGC-Cima impediu que a licitação fosse concluída, arrastando a decisão para a Justiça. Segundo Magalhães eles ainda não entenderam o porquê do cancelamento. Sebastião Magalhães disse que estará, amanhã, em Londrina, junto com os advogados do consórcio, para uma reunião com Sella. ''Nossos advogados tem que avaliar o prejuízo que sofremos'', declarou. Ele disse que pretende entrar no novo processo licitatório, mas ''se for para gastar com projeto, advogado, equipe e nada for adiante, não dá. Queremos a certeza de que isso vai ser finalizado'', concluiu.
A Vega Engenharia Ambiental afirmou através de sua assessoria que vai concorrer nas três categorias do novo processo de licitação. O consórcio CGC-Cima não foi encontrado pela Folha para falar sobre o assunto.

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