O presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Wilson Sella, deve consultar ainda esta semana os camelôs da Avenida São Paulo (área central de Londrina) sobre a instalação de um Shopping Popular no prédio onde funciona a loja Móveis Paulista, na esquina das ruas Mato Grosso com Sergipe (centro). Os ambulantes pediram um prazo para visitar o local. O dono do imóvel, Ibrahim Sayed, confirmou que eles estiveram lá, fizeram muitas perguntas e se mostraram entusiasmados com o imóvel. ‘‘Eles só têm medo do aluguel’’ contou Sayed.
O aluguel, cujo valor ainda nem foi estipulado, está sendo a grande dificuldade do negócio: nem a prefeitura nem os camelôs admitem se responsabilizar pelo pagamento. Sella afirmou ontem que nunca cogitou essa possibilidade. ‘‘Não é minha concepção que a prefeitura pague o aluguel. Quem deve fazer isso são os próprios camelôs’’, explicou. Ele disse que está fazendo o possível para viabilizar o empreendimento e que já conseguiu uma linha de financiamento junto à Caixa Econômica Federal. ‘‘Com esse financiamento os camelôs podem ter um prazo de uns seis meses para garantir o aluguel e alavancar as vendas’’.
Segundo a vice-presidente da Organização Não Governamental (Ong) Canaã, Fabiana Conceição Alves, que representa os camelôs, o lugar é muito bom, mas a hipótese de pagar o aluguel ainda tem que ser avaliada.
A Procuradoria Regional da República deu o prazo até o dia 20 deste mês para que os ambulantes regularizem a situação: abrir firma para legalizar o comércio das mercadorias. Se o prazo não for cumprido, eles ficarão sujeitos à fiscalização da Receita Federal e da polícia. De acordo com Fabiana, os camelôs já deram entrada no processo de abertura de firma.

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