CMTU cancela licitação de lixo
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quarta-feira, 21 de agosto de 2002
Erika Zanon<br> Reportagem Local 
A ''novela'' da licitação para o serviço de recolhimento de lixo em Londrina, parece não ter fim. A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) vai cancelar o processo licitatório para coleta do lixo, que se arrastou por mais de um ano. O presidente da CMTU, Wilson Sella, informou sobre a decisão, ontem de manhã, e disse que a lei permite o cancelamento do processo, a partir da publicação oficial. A intenção da prefeitura era publicar o edital ainda ontem à tarde.
A licitação, que teve início em julho do ano passado, foi suspensa em abril, por uma ação judicial depois que os envelopes foram abertos e confirmado como vencedor o consórcio Copama.
Enquanto o processo tramitava na justiça, o recolhimento do lixo estava sendo feito, em caráter emergencial, pela empresa Vega Engenharia Ambiental. O contrato, no entanto, não previa a varriação de ruas, o que deixou a cidade em situação precária. Segundo Sella, esse foi um dos motivos para o cancelamento.
Para complicar ainda mais a situação, por ordem do Ministério Público, a prefeitura teve que dispensar o pessoal da Frente de Trabalho, justamente aqueles que faziam a varrição. ''Eram 800 servidores da Frente de Trabalho da prefeitura que faziam os trabalhos e ficaram apenas 130'', disse. O volume de lixo reciclável também aumentou, o que diminiu o volume no aterro e consequentemente pode baratear o custo de manutenção. No início da licitação eram recolhidas cinco toneladas de recicláveis por dia, agora são 50. ''Diante da nova realidade, o novo edital terá algumas mudanças'', explicou.
De acordo com Sella, a CMTU vai publicar o edital para uma nova licitação na próxima segunda-feira. Agora os serviços serão segmentados e a prefeitura vai firmar três contratos licitatórios, um para coleta de lixo domiciliar e hospitalar mais fornecimento de sacos plásticos para coleta seletiva ; outro para a manutenção e controle da operação do aterro sanitário e ainda um terceiro para variação, lavagem do Calçadão e limpeza e conservação de banheiros e praças da área central. ''A prefeitura tem interesse em divulgar duas empresas até o fim do ano'', reforçou Sella. Em relação à varrição, o contrato vai passar de 2,5 mil metros quadrados por mês, para 4 mil.
Sella adiantou que, como o contrato emergencial com a Vega vence em 8 de outubro e não haverá tempo útil para término das novas licitações, a CMTU deverá anunciar, até o final deste mês, a forma de continuidade dos serviços, cuja participação será aberta a qualquer empresa interessada.
Sobre o aterro sanitário, ele adiantou que o Estudo de Impacto Ambiental (EIA/Rima), deve ser apresentado também na próxima semana. E destacou: ''O tratamento da coleta domiciliar e hospitalar deve acontecer com o novo aterro.''
A Vega não quis se manifestar ontem sobre a suspensão do processo licitatório.


