CMTU busca novas empresas para capina e roçagem
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 07 de julho de 2015
Viviani Costa<br> Reportagem Local 
Dificuldades na execução dos serviços de capina e roçagem em Londrina levaram representantes da Ecsam Serviços Ambientais Ltda. e da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) a rescindirem, de forma amigável, os contratos de prestação de serviço. A empresa Ecsam, com sede em Curitiba, realizava a capina e a roçagem em bairros das zonas norte e sul desde janeiro do ano passado. No entanto, nos últimos meses, falhas constantes na execução das atividades geraram conflitos entre a empresa e o município.
O diretor técnico da Ecsam, Robson Lino Rodrigues, argumentou que "o contrato é muito rígido". "Temos muita experiência na área, mas não conseguimos nos adaptar às normas da CMTU. É preciso um pouco mais de liberdade. A CMTU paga pelo metro quadrado roçado, mas também exige um número mínimo de funcionários contratados. Quando chove, as equipes não trabalham e eu arco com os custos", afirmou.
Conforme Rodrigues, aproximadamente 180 funcionários atuam na empresa, incluindo os setores administrativos. No entanto, a grande rotatividade em relação as contratações e pedidos de demissão prejudicam a realização das atividades. Segundo ele, "os prejuízos já estavam incalculáveis". "Só a folha de pagamento de todos os funcionários, com os encargos, chega a R$ 200 mil por mês, além dos custos para locação de equipamentos e outras despesas. Nós estávamos recebendo, aproximadamente, R$ 180 mil pelos serviços e não conseguíamos executar a capina e roçagem em todas as áreas. Por isso, procuramos a CMTU para romper os contratos", explicou o diretor técnico da empresa. Em comum acordo, os responsáveis pela Ecsam se comprometeram a manter as atividades até o dia 7 de agosto. Após essa data, novas empresas devem assumir os contratos em andamento.
O diretor de operações da Companhia, Mauro Andrade, destacou que a CMTU já entrou em contato com as outras empresas que participaram do último processo de licitação. "Estamos procurando conduzir essa transição da melhor forma possível. Esperamos que as empresas sejam definidas até a semana que vem", destacou. No lote 1, que corresponde ao contrato de capina e roçagem na zona norte da cidade, a CMTU aguarda resposta da empresa Costa Oeste, de Medianeira (Oeste), que poderá assumir os serviços. No lote 2, referente à capina e roçagem na zona sul, representantes da Construrban, de São Paulo, não demonstraram interesse em executar as atividades. Agora a CMTU espera um posicionamento da Paviservice, de Curitiba, que já é responsável pela coleta de lixo domiciliar.
O município paga R$ 16,60 por metro quadrado em que foi realizada a capina e a roçagem. "Estamos tentando buscar outros parâmetros também. O número de funcionários estabelecido no contrato é só uma referência. No verão, por exemplo, precisamos de mais funcionários para executar os serviços", explicou. Andrade esclareceu ainda que alguns pagamentos que seriam feitos à Ecsam foram retidos, já que não houve o cumprimento das exigências. No entanto, todos os repasses referentes aos serviços executados foram realizados normalmente.
Os contratos em andamento são válidos até o final de 2015, mas poderão ser prorrogados por até três anos. A negociação foi acompanhada por representantes do Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio e Conservação (Siemaco), que informa que cerca de 100 trabalhadores atuam na capina e roçagem da cidade.
De acordo com a presidente do sindicato, Izabel Aparecida de Souza, os pagamentos aos funcionários estão em dia, mas as condições de trabalho deixam a desejar. "Eles não têm banheiros, acabam fazendo refeições frias e não têm um local adequado para comer. A empresa não oferece pontos de apoio na cidade. Ninguém avisou os funcionários sobre a possibilidade de rescindir os contratos. Um dos trabalhadores precisou ir até a empresa no domingo e se assustou porque não encontrou mais os maquinários e equipamentos, só os caminhões alugados estavam na sede", destacou. O sindicato vai acompanhar o pagamento das verbas rescisórias e a situação dos trabalhadores. A expectativa é que grande parte dos funcionários seja contratada pelas novas empresas.


