Responsável pela administração dos ecopontos instalados na cidade, o diretor de Operações da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Décio Zulian, afirma que o órgão está avaliando um projeto que prevê a readequação destes espaços. ''Técnicas ambientais sugeriram algumas mudanças e pretendemos implantá-las em um ou dois ecopontos para testar as melhorias antes de adotá-las em todas as unidades'', afirma.
Entre as mudanças anunciadas por ele estão o aumento da fiscalização dos ecopontos existentes na cidade. ''Atualmente contamos com apenas três fiscais que se revezam circulando pelas diversas regiões da cidade. Queremos ampliar esse número para nove e criar escalas para que cada ecoponto tenha um fiscal em todos os horários, evitando assim o despejo de material irregular e as queimadas, que têm incomodado a população e colocado em risco os moradores vizinhos destes espaços'', revela Zulian.
Entretanto, ele diz que não há perspectiva de retirada dos ecopontos da área urbana para pontos mais afastados. ''Somos uma equipe de transição e restam pouco mais de três meses para encerrarmos nosso trabalho, portanto não teremos tempo suficiente para implementar grandes mudanças, que requerem um tempo de estudo maior sobre a situação atual dos ecopontos'', argumenta.
Em relação às queixas do alambrado do ecoponto do Jardim Santa Rita V, que tomou o espaço reservado à calçada e obriga os pedestres a caminharem pela rua, Zulian se comprometeu a verificar a situação e indicar melhorias para o local.
Segundo ele, atualmente existem oito ecopontos instalados em Londrina e a retirada dos resíduos destes espaços é realizada semanalmente ou a cada 15 dias, dependendo da demanda. ''Os ecopontos foram criados para armazenar entulhos de pequenas construções e galhos de árvores retirados pelos próprios moradores de suas residências. No entanto, frequentemente constatamos o despejo de materiais irregulares. Vale ressaltar que, assim como as queimadas, o despejo de lixo impróprio nestes pontos pode render multas em valores que variam de R$ 600 a R$ 50 mil, conforme determina o Código de Postura do município.
Serviço:
Denúncias de crime ambiental podem ser feitas à CMTU pelo telefone (43) 9992-3970

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