CMTU assume Central de Resíduos por 60 dias
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 22 de março de 2013
Érika Gonçalves<br>Reportagem Local 
A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) será a responsável pela operação da Central de Tratamento de Resíduos (CTR) de Londrina pelos próximos 60 dias. A informação foi anunciada pelo prefeito Alexandre Kireeff em sua página pessoal no Facebook, na manhã de ontem e confirmada pelo presidente da CMTU Carlos Alberto Geirinhas, que garantiu que não haverá interrupção do serviço. Segundo ele, o contrato com a empresa paulista Revita venceu na quinta-feira. "Vamos assumir a operação até que o processo licitatório esteja pronto."
Os envelopes das empresas participantes da nova licitação devem ser abertos no dia 8. Segundo a CMTU, já há 31 empresas interessadas. O teto do contrato é de R$ 435 mil por mês, pouco mais que o contrato que venceu esta semana, que era de R$ 400 mil.
Geirinhas ressaltou que durante o período em que a CMTU estiver operando a CTR haverá economia de cerca de R$ 400 mil. "Não pagaremos a empresa, mas teremos custo com óleo diesel e com o pessoal", explicou. Questionado sobre o porquê da Companhia não assumir definitivamente a operação, ele afirmou que a questão está sendo avaliada, mas que hoje não há condições para isso.
Para operar a CTR hoje serão necessários seis funcionários, sendo um vigia, três operadores e dois técnicos. Segundo Geirinhas, deve ser contratada uma empresa de segurança e deverá haver um remanejamento de funcionários da prefeitura para operar as máquinas um trator de esteira e uma pá carregadeira, que são do município.
Lixo zero
Atualmente cerca de 600 toneladas de lixo são encaminhadas diariamente para a CTR, que deveria receber apenas lixo orgânico e rejeitos. No entanto, aproximadamente 60% do total são materiais recicláveis. "O CTR não é nada mais que um centro de enterramento de lixo. Não pretendemos operar por muito tempo. É um aterro melhorado porque no fundo da vala há uma prancha que evita que o chorume vá para o solo. Mas o que é levado para lá diariamente, a grande maioria é de lixo reciclável. Queremos implantar o lixo zero, em que não haverá geração de resíduos", prometeu Geirinhas.
De acordo com o presidente da CMTU, com a coleta seletiva sendo feita de maneira correta e com a compostagem do lixo orgânico, os rejeitos poderão ser transformados em blocos para construção e piso, sem risco de contaminação. "Já existe tecnologia para isso em Londrina, é feita uma mistura com pó de serra e uma cola específica, mas existem outras alternativas também."
Capacidade esgotada
O diretor de Operações da CMTU, Gilmar Domingues Pereira, destacou que a terceira célula para da CTR já está sendo escavada e deve ficar pronta em 45 dias. "A capacidade dela será de dois anos nas atuais condições, ou seja, com lixo reciclável. A capacidade da segunda célula está esgotada, conseguimos uma sobrevida com um processo de engenharia, removendo a camada superficial que já tinha sido fechada."
Segundo ele, o atraso no planejamento da obra, que deveria ter sido feito ainda no ano passado, motivou a reabertura da segunda célula. "As obras começaram no período da chuva, em 8 de fevereiro, porque antes tivemos uma série de trâmites burocráticos dentro da Companhia, que só aconteceu em janeiro", justificou.
Pereira também explicou que será feita uma licitação para compra de uma balança a prova de fraudes, para aferir a quantidade de resíduos na CTR. "Tentaremos remunerar a empresa que faz a coleta pela tonelada de resíduo que entra lá, não por um valor global. Assim também conseguiremos mensurar todo o processo. O equipamento deve custar cerca de R$ 80 mil, mais as obras de implantação, que devem ficar em torno de R$ 30 mil a R$ 40 mil".


