CMTU arranca semáforo com guincho para salvar gata
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sexta-feira, 16 de abril de 2004
Adriana Savicki<br> Reportagem Local 
A travessura de uma gatinha azarada parou o trânsito de um dos cruzamentos mais movimentados de Londrina ontem pela manhã. A aventura começou na tarde de anteontem quando o bichano caiu de um árvore dentro do semáforo de pedestres da Avenida Juscelino Kubitschek com a Pará e ficou preso dentro do cano. Acionada por vizinhos, uma equipe da divisão de Semáforos da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), acompanhada pelo Corpo de Bombeiros, teve que arrancar o equipamento com guincho para resgatar o filhote.
A gata, com idade aproximada de três meses, só foi salva graças ao pequeno Felipe Salomão, 4 anos, e sua prima Luíza Santos, 7 anos, que a viram cair da árvore e correram pedir ajuda. ''Chamei os bombeiros ontem (anteontem) mas quando eles vieram, acharam que o gato tinha morrido e não tinha o que fazer'', conta a cantora Marta Santos, avó de Felipe e mãe de Luíza.
À noite, os miados insistentes do animal preso chamaram a atenção da família novamente, para alegria das crianças que já se sentiam donas do gato. ''Elas ficaram apavoradas'', conta. Pela manhã o resgate foi providenciado junto à CMTU.
Depois de manobras infrutíferas para retirar o animal sem danificar o equipamento, a equipe acionou um guincho para arrancar o poste. Com o poste já no chão outro problema: convencer o gato a sair. Para tanto foi necessário colocar cabos dentro do cano para espantar o animal.
''Sei que deu um trabalhão, tudo bem que se o pessoal tivesse um acidente para atender tinha que deixar para lá, mas como estavam disponíveis não podia também deixar o bichinho morrer'' , afirma. A operação de resgate paralisou o trânsito por cerca de duas horas.
Meio a contragosto, a cantora acabou adotanto o bichano azarado sob pressão da filha e do neto. ''Só sei que passei hoje (ontem) o dia inteiro atrás desse gato mas é assim mesmo, quanto mais trabalho mais a gente gama'', brinca.
Ontem, a família foi visitar a gatinha na clínica veterinária. Depois de mais de 15 horas presa e do stress do salvamento, o animal está arisco mas, segundo o veterinário André Luiz Carvalho Ramos, totalmente saudável. ''Ele vai permanecer aqui por uns dias para amansar um pouco e depois pode ser liberado'', finaliza. É o que esperam ansiosamente as crianças que não paravam de perguntar quando o bichinho vai para a nova casa.


