CMTU apresenta proposta de shopping popular para camelôs
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segunda-feira, 24 de junho de 2002
Phoenix Finardi<BR>Reportagem Local 
O Procurador da República, Mario Ferreira Leite, vai decidir hoje se prorroga o prazo para que os camelôs da Avenida São Paulo permaneçam no local. Antes de decidir o Procurador vai fazer uma reunião com o presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização, Wilson Sella.
O prazo para que os camelôs abrissem firmas e a prefeitura definisse um novo local para eles trabalharem venceu na sexta-feira. No início do mês o Procurador chamou o representante dos camelôs e o presidente da CMTU e informou que se o prazo não fosse cumprido os camelôs sofreriam fiscalização da Receita Federal, perderiam as mercadorias e as barracas seriam lacradas pela polícia.
O local para onde os camelôs devem ser levados está quase definido. Fica na esquina da Rua Mato Grosso com a Sergipe, onde funciona atualmente a loja Móveis Paulista. A CMTU está negociando o valor do aluguel com o dono do imóvel: Conseguimos avançar bastante na negociação e o proprietário concordou com o escalonamento do aluguel, o que nós achamos muito positivo disse Sella.
A proposta da CMTU é inaugurar um Shopping Popular no local em novembro. Para isso, Sella vai ter que convencer os camelôs, que ainda estão relutantes: Vamos analisar a proposta da CMTU, mas isso vai ter que ser muito bem estudado porque a idéia de assumir um aluguel nos preocupa muito, explicou Fabiana Alves, vice-presidente da Ong Canãa, que representa os ambulantes. Eles também vão se reunir com o presidente da CMTU hoje à tarde para discutir o assunto. De acordo com a vice-presidente da Ong, dos 222 camelôs que trabalham na Avenida São Paulo, 187 já abriram firmas e o restante está providenciando os documentos necessários.


