A instalação do sistema de bilhetagem eletrônica na frota de 311 ônibus coletivos em Londrina deverá estar finalizada até o próximo dia 20. Mas a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) ainda precisa definir detalhes de operação, como o tempo de validade do cartão para fazer integrações. Ontem, a CMTU apresentou o modelo de cartão e o aparelho validador, que reconhece os créditos e libera a catraca.
Segundo o coordenador de transportes da CMTU, Marco Antônio Bacarin, o tempo de validade do cartão para fazer integração deverá ser de no mínimo uma hora e de no máximo três horas. ''Mas isso ainda será definido'', esclareceu. Nesse período o usuário poderá fazer quantas integrações quiser para o trajeto que precisar. A vantagem para o usuário é uma economia de até 50% no gasto com a tarifa. ''Quem almoça em casa, por exemplo, vai poder usar o mesmo crédito para ir para casa e voltar ao trabalho'', exemplificou.
Para as empresas de transporte coletivo a principal vantagem é que o novo sistema praticamente impossibilita fraudes, além de impedir o comércio de passes, que vão deixar de existir. O investimento inicial das empresas é de R$ 5 milhões.
Bacarin explicou que não há como vender os cartões, pois quando fornecidos por empresas a seus funcionários eles serão individualizados. O funcionário terá o seu cartão e a cada mês a empresa fará o crédito nele. ''Através do número e da identificação eletrônica a empresa vai saber inclusive se o funcionário está usando ou não o cartão e em que horários'', explicou. No caso do cartão ''comum'', ou seja, que não tem identificação, ele será retido quando a máquina identificar o último crédito.
Para os estudantes, o cartão vai permitir viagens pré-estabelecidas, entre a casa e a escola, e em horários determinados. Mas o estudante também poderá ter um cartão multifuncional combinando o sistema escolar com o comum. Bacarin explicou que, mesmo com o novo sistema, estão sendo confeccionadas as carteiras de passe escolar de 40 mil estudantes. A substituição será gradual e a implantação do sistema de passe livre vai depender, segundo Bacarin, de alguns estudos que ''só serão possíveis com a utilização do cartão''.

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