Moradores e pequenos empresários de Londrina estão interessados em integrar a Associação Paranaense de Auto Desenvolvimento Econômico, Social e Cultural (Apadesc), entidade que pretende instituir vans como ''transporte alternativo'' para a cidade.
De acordo com o advogado da Apadesc, Álvaro Bressan, os números oficiais ainda não foram fechados, mas pelo menos 150 pessoas estariam contactando o grupo. ''Também estamos recebendo informações de empresários interessados em filiar os funcionários na entidade. A consulta prévia é grande porque todos sabem que o transporte será mais rápido e mais barato (custará R$ 1,00)'', afirmou Bressan, que não quis citar nomes de comerciantes. O advogado destacou ainda que a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) estaria ''intimidando'' a população para que ela não se filie ao grupo.
O presidente da CMTU, Wilson Sella, manteve posição contrária aos denominados ''perueiros'' e ameaçou de apreensão e multa de R$ 1,6 mil. Ontem, apesar de metade das 48 vans circularem em plena luz do dia na cidade, ''reconhecendo'' (pelo segundo dia consecutivo) o itinerário dos 24 roteiros sugeridos pela associação, não foi registrada qualquer autuação. Os passageiros utilizavam carteiras de filiação da Apadesc, caracterizando-os como associados. O diretor de Fiscalização de Trânsito da Companhia, Álvaro Grotti Junior, destacou que os fiscais continuam acompanhando de perto a circulação das vans. ''Não apreendemos ninguém durante o dia, mas isso pode ocorrer durante a noite e também no final de semana'', disse Grotti.

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