CMTU ampliará número de faixas coloridas
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segunda-feira, 14 de julho de 2014
Vítor Ogawa<br>Reportagem Local 
Londrina - A Prefeitura de Londrina projeta ampliar o número de faixas de pedestres coloridas (vermelha e branca) de 30 para 50 até o fim deste ano. As primeiras faixas foram implantadas no dia 4 de dezembro de 2013 nas avenidas Inglaterra (zona sul), JK área central), Saul Elkind (zona norte) e nas ruas Benjamin Constant e João Cândido (centro). Segundo a companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), elas têm alcançado o objetivo de alertar tanto pedestres quanto motoristas sobre travessia segura.
Segundo Arnaldo Sebastião, diretor de Trânsito da CMTU, a prioridade para implantação das faixas será em locais próximos a escolas, porém, caso haja a constatação de um local de grande movimentação e perigoso, ela poderá receber a sinalização.
As últimas faixas foram instaladas próximas a quatro escolas, como medida preventiva contra acidentes na volta às aulas: nas avenidas Paris (zona sul) e São João (zona leste) e nas Rua Deputado Agnaldo Pereira Lima (zona sul) e Rua Figueira (zona oeste).
A estudante de Educação Física Giovana de Souza, de 19 anos, mora no Jardim Paris, e relatou que a sinalização perto da Escola Municipal Professor Carlos da Costa Branco é visível tanto para motoristas quanto para pedestres. "Assim os veículos podem diminuir a velocidade; aqui tem muitos excessos. Além da velocidade alta, muitos veículos estacionavam seus carros em cima da faixa e agora a gente não vê mais isso", destacou, salientando que normalmente os carros não paravam, mesmo com a lombada que existe na Avenida Paris.
Para a empregada doméstica Norma Maria Marque, de 59 anos, que trabalha em frente à escola, a esperança é que os alunos de uma universidade próxima dali reduzam a velocidade durante à noite. "Eles passam por aqui correndo. A gente escuta o barulho da freada", revelou. Ela informou que antes havia uma faixa de pedestre, mas era no estilo convencional, somente com a cor branca sobre o asfalto preto. "Mas com o tempo ela foi apagando e ninguém mais respeitou", destacou. Ela cobrou também os pedestres, que relutam a utilizar a faixa.
"Tem pai que é desligado e fica atravessando em qualquer lugar com o seu filho. Isso é educação?", criticou.


