CMTU alega falta de agentes
O assessor técnico da CMTU João Arruda explica que a fiscalização é feita em conjunto com as blitze da Polícia Militar. A maior dificuldade é o número reduzido de agentes - apenas 40 para cuidar de toda a cidade. Com isso, nas blitze, ''são pegos os regularizados com alguma pendência, enquanto o clandestino passa 'folgado' pelas barreiras'', diz, referindo-se às estratégias usadas para driblar a fiscalização.
A presidente da Associação dos Mototaxistas de Londrina, Lúcia Riccetto, afirmou que ''a maioria das centrais tem clandestinos.'' Ela acrescenta que a falta de vagas nas centrais é outro empecilho para a regularização. Além, é claro, da confiança da freguesia no motoqueiro. ''Se o freguês conhece e confia no mototaxista, ele não se preocupa se é clandestino'', diz. ''O que a categoria precisa é de apoio do poder público e incentivo à regularização, com a realização de cursos de reciclagem e de primeiros socorros, por exemplo'', acrescenta.
Enquanto não há mudanças na legislação, os regularizados são obrigados a enfrentar a concorrência dos clandestinos, que cobram o mesmo valor por corrida e não têm as despesas burocráticas. ''Está complicado. Daqui a pouco não vai ficar mais ninguém com registro'', lamenta Mauro Fortunato. (F.R.F.)





