CMTU aguarda laudo sobre aterro
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segunda-feira, 14 de julho de 2003
Emerson Dias<br>Reportagem Local 
O bom tempo contribuiu para a retirada do lixo que deslizou do aterro sanitário de Londrina para o vale onde passa o Córrego Periquito, na zona leste. Tanto a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) quanto a empresa responsável pelo aterro aguardam o resultado da análise do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) para saber se houve ou não contaminação do córrego.
Mesmo passados quatro dias desde o desmoronamento, caminhões e tratores da Paviservice Construção Civil empresa curitibana que cuida da manutenção e tratamento do aterro ainda trabalhavam ontem na área atingida. O encarregado da empresa em Londrina, Airton Zanin, explicou que os veículos estavam apenas transportando o material recolhido das margens do córrego. ''Os funcionários juntaram o lixo nestes montes, que estão sendo levados de volta para o aterro'', comentou Zanin, destacando que a limpeza da área foi feita dentro do prazo determinado pelo IAP.
O fiscal do Instituto, Eliton Bembem, vistoriou o local ontem e verificou se a limpeza havia sido feita dentro das 48 horas exigidas. Bembem confirmou que o lixo, que deslizou mais de 400 metros sobre o vale, chegou a atingir o córrego. ''Vale lembrar que encontramos sinais de lixo sólido. A maior preocupação é se o chorume (líquido resultante da decomposição do material depositado no aterro) afetou o córrego, mas para isso temos que aguardar o resultado da análise da água coletada'', explicou o fiscal. O laudo deve ficar pronto na próxima segunda-feira.
A diretora de Operações e Transportes da CMTU, Rosimeiri Suzuki Gomes, também esteve ontem no local e confirmou que a limpeza manual havia sido feita. ''No total, 38 funcionários foram chamados para o trabalho de emergência. Também estamos aguardando o laudo do IAP'', disse Rosimeiri. O aterro sanitário recebe diariamente 350 toneladas de lixo comum e cerca de mil toneladas de entulhos.
Segundo levantamentos da CMTU, a vida útil do local estaria reduzida a seis meses caso continuasse recebendo tal quantidade de material. Um terreno de 25 alqueires, localizado na zona sul da cidade, está sendo negociado pela prefeitura e deve passar a receber lixo doméstico a partir do segundo semestre de 2004.


