A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) está tomando medidas emergenciais para tentar diminuir o número de acidentes na Avenida Arthur Thomas, região oeste de Londrina. Foram colocados ontem tachões e placas de advertência na avenida. O objetivo é reduzir a velocidade dos veículos, principalmente próximo ao cruzamento com a Rua Sorocaba, considerado o local mais crítico.
Este ano já ocorreram 32 acidentes naquela via e nos últimos 40 dias, três pessoas morreram atropeladas. A última vítima de acidente na avenida foi o vigia João Batista de Almeida, de 45 anos, que morreu por causa de uma colisão traseira na sua moto, no domingo. Há cerca de 10 dias, moradores do Jardim Bandeirantes fecharam um trecho da avenida em protesto para reivindicar mais segurança e sinalização para o local.
Anteontem, o diretor de Trânsito da CMTU, Álvaro Grotti Júnior, esteve na Arthur Thomas verificando quais seriam as melhores alternativas emergenciais para o local. ''A velocidade dos veículos deveria ser de 40 km/h, mas os moradores informaram que os carros passam de 80 a 100 km/h'', disse.
Na última quinta-feira, em encontro com os moradores da região, a CMTU apresentou um estudo propondo modificações na avenida, mas decidiu pelo caráter emergencial de algumas mudanças por causa da morte do vigia no final de semana. Segundo Grotti, as alterações definitivas na Arthur Thomas só terão início em aproximadamente 40 dias.
Segundo a Companhia de Trânsito, os acidentes aumentaram 16% em agosto, quando foram registradas 7 mortes. Os principais motivos para os acidentes foram: avanço de preferencial (31,47%), não manter distância (27,63%) e a falta de atenção (18,42%). Neste ano, o total de acidentes chega a 3,6 mil, com 1.497 feridos e 39 mortes. No mesmo período do ano passado, nos oito primeiros meses de 2001, foram registrados 3.587 acidentes, 1.640 feridos e 42 vítimas fatais.

mockup