CMTU admite mudanças na Zona Azul
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segunda-feira, 19 de maio de 2008
Micaela Orikasa<br>Reportagem Local 
A polêmica gerada em torno das alterações nas regras da Zona Azul chegou ao Ministério Público (MP) em Londrina. Durante uma reunião realizada na tarde de ontem, na sede do órgão, autoridades discutiram a possibilidade de uma reformulação na lei 5313/93, que regulamenta o estacionamento público rotativo.
''Existem na legislação muitas questões que não se aplicam mais às necessidades da cidade, pois ela foi criada muito tempo atrás. Hoje Londrina ganha por mês 1,4 mil novos veículos e, por isso, chegamos ao consenso que é preciso reformular a lei'', afirma Álvaro Grotti Junior, gerente de Fiscalização de Trânsito da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU).
Foram discutidas algumas alterações, como o retorno dos 15 minutos de tolerância e o prolongamento do período de estacionamento, que poderão ser definidas amanhã à tarde, quando acontecerá mais uma reunião na Câmara Municipal de Londrina.
Segundo Grotti, é bem provável que seja feito um zoneamento dentro das áreas da Zona Azul, distinguindo períodos de permanência de acordo com os horários de funcionamento do comércio, hospitais, bancos e escolas e o fluxo de veículos. ''Esse zoneamento irá adequar o sistema de acordo com a necessidade. Por exemplo, onde existe comércio intenso, será estipulado um período de permanência. Nas áreas mais tranquilas, o tempo permitido será outro'', explica.
Para o gerente, qualquer que seja a mudança, o que não pode acontecer é desviar o foco do serviço. ''A Zona Azul perde o sentido se não tiver o objetivo de rotatividade, pois quem ganha com isso é o usuário'', ressalta.
A reunião de ontem foi convocada pelo promotor de Defesa do Consumidor, Miguel Sogaiar, que atendeu ao pedido de intervenção no caso solicitado pelo vereador Jamil Janene (PMDB), presidente da Comissão de Defesa do Consumidor e Segurança Pública da Câmara, que questiona a legalidade das mudanças. Estiveram presentes também representantes da Escola Profissional e Social do Menor de Londrina (Epesmel) e o presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Rubens Augusto. Ao término do encontro, o promotor Miguel Sogayar não foi localizado para dar entrevista.


