Clubes abandonados incomodam moradores
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sábado, 02 de fevereiro de 2013
Érika Gonçalves<br>Reportagem Local 
Piscinas, campo de futebol, quadras de esporte. Áreas de lazer que poderiam estar sendo usadas pela comunidade e que estão abandonadas incomodam a população de Londrina. Na zona norte, o Clube do Conjunto Maria Cecília e na zona oeste, a antiga sede campestre do Londrina Esporte Clube estão cheios de mato e com as piscinas cheias de água suja.
"Com esse matagal todo, a casa da gente vive cheia de pernilongos. E nessa calçada ninguém consegue andar", reclama o mecânico João Bisterço, que mora em frente ao espaço do Maria Cecília.
"Quando o clube era usado não tinha esses problemas. Meus filhos foram criados nessas piscinas. Agora está tudo abandonado e tudo quanto é tipo de bicho vem para dentro de casa, como ratos, baratas e pernilongos. O mato na calçada dá vergonha e a gente tem que ficar andando pela rua. Para ajudar, o povo aproveita e joga entulho. Se o clube pudesse voltar para a comunidade seria ótimo", destaca a manicure Vânia Aparecida Soares.
A funcionária pública Olésia da Silva Nogueira, também moradora do bairro, conta que alguns vizinhos se uniram para manter limpa uma das calçadas, tentando coibir o descarte de entulho. Porém, mesmo a placa de "área monitorada" não foi suficiente e o lixo já está ocupando até o meio-fio. Um bueiro quebrado já está cheio de lixo também e oferece risco caso alguém tente andar pela calçada.
Dentro do clube as piscinas estão cheias de água. O mato, em alguns locais, já pode ser visto do lado de fora, mesmo com o muro alto. A estrutura das construções, como o playground, entretanto, estão inteiros, o que deve facilitar a recuperação do lugar.
"Um local desse jeito e assim, abandonado. Tinha que voltar a funcionar, carpirem essa calçada. A periferia está abandonada mesmo. É só andar pelo bairro que todo mundo percebe", reclama o autônomo Marcos Adenilson de Oliveira.
Segurança
A área onde fica a antiga sede campestre do Londrina Esporte Clube, no Jardim Ibirapuera, vendida em leilão em novembro de 2010 para um empresário de Santa Catarina, é outro motivo de reclamação da comunidade. Por ser uma área com menos residências, a principal preocupação é com a segurança.
"Ainda ontem (quinta-feira) entraram no quintal da minha casa. Minha filha percebeu e chamou a polícia, não levaram nada, mas é um susto imenso. De outras vezes não tivemos tanta sorte e já foram furtados botijão de gás, bebidas, televisão, entre outros. Um outro vizinho nosso também foi assaltado há 15 dias. Isso ai está virando um mocó", reclama o morador de uma chácara que preferiu não se identificar.
Ao contrário da zona norte, onde as estruturas estão conservadas, a antiga sede do LEC está em ruínas. Portas e janelas já foram retiradas, o teto está no chão e muitas estruturas de ferro e concreto já foram derrubadas. O mato está alto em vários lugares. Em alguns cômodos há água parada e nas antigas piscinas é possível ver pequenos peixes. A guarita serve de abrigo para pneus, mas maços de cigarro mostram que pessoas continuam frequentando o local.
Uma placa na entrada mostra que o antigo clube está à venda. O corretor da Imobiliária Veneza, Pelágio Maluf, afirmou que entrou em contato com o dono da área, que não quis se identificar, para informá-lo dos problemas. "Através de sua secretária ele garantiu que virá a Londrina na próxima semana para verificar o que precisa ser feito." De acordo com o corretor, a conservação do imóvel, que está sendo vendido por R$ 10 milhões, é obrigação do proprietário e não da imobiliária, que poderia apenas fiscalizar os serviços contratados para manutenção.


