Lino Ramos
De Londrina
A Companhia de Habitação de Londrina (Cohab) vai repassar o Clube Esportivo do Conjunto Maria Cecília, na zona norte, para a Associação Cristã de Moços do Brasil (ACM), entidade ecumênica fundada há 155 anos na Inglaterra.
Segundo o diretor-executivo da Cohab, Agnaldo Rosa, a entidade venceu uma licitação realizada pela companhia, concedendo a permisssão de uso por cinco anos. ‘‘Houve uma infantilidade ao entregarem o Clube para a associação de moradores’’, criticou. Segundo ele, a entidade não tinha especialidade nesse tipo de administração e há cinco meses estava com uma dívida de R$ 20 mil.
O diretor da Cohab afirma que na segunda-feira o secretário-geral da ACM, Paulo Tarcísio Barreto de Abreu, apresentou a minuta do convênio de transferência. ‘‘Na quinta-feira devo apresentar a minuta para marcarmos a data de assinatura e transferência por um prazo de cinco anos’’, garantiu. De acordo com Agnaldo Rosa, as associações de moradores serão chamadas para discutir a forma como o clube será administrado.
O secretário-executivo da ACM, José Silva Miranda, disse ontem que as negociações ainda não foram concretizadas. ‘‘As negociações estão em andamento mas ainda não há nada de concreto’’, resumiu. O secretário-geral da ACM estava viajando. De acordo com Miranda, a ACM é uma entidade ecumênica criada há 155 anos na Inglaterra e hoje está presente em 130 países. Em Londrina são aproximadamente 1.500 filiados.
Alheio às negociações entre Cohab e ACM, o ex-funcionário do Maria Cecília, Genival Vieira, promove um abaixo-assinado junto com uma comissão de moradores, na tentativa de fazer a prefeitura assumir a adimistração do Maria Cecília. Segundo ele, o local está abandonado desde agosto, depois que a associação de moradores do Maria Cecília desistiu de administrar o clube.
Vieira alega que trabalhou no clube por onze anos mas acabou sendo afastado do cargo de diretor de esportes. ‘‘São quatro piscinas, um quarteirão, que está parado desde agosto. Aquilo alí é uma estrutura muito grande e à noite não tem guarda’’, acusou.
Genival Vieira conta que em novembro, quando foi afastado do clube, havia cerca de 500 títulos vendidos por R$ 30, mas depois o valor subiu para R$ 120 e ninguém mais se interessou pela compra. ‘‘Criamos uma comissão popular para arrecadar cinco mil assinaturas e marcar uma audiência com o prefeito’’, adiantou.
O diretor-executivo da Cohab nega que o Clube do Maria Cecília esteja abandonado. ‘‘Num determinado momento misturaram as coisas e quem limpava a piscina dizia que era administrador’’, cutucou. O Clube do Maria Cecília possui piscinas, ginásio de esportes, campo de futebol e churrasqueiras. A obra foi construída com uma parcela descontada na prestação da casa própria dos moradores do bairro.

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