Clube pode ser acusado por negligência no caso
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quinta-feira, 21 de novembro de 1996
Da Sucursal 
A Delegacia de Furtos e Roubos pretende fazer nos próximos dias uma perícia nas piscinas da Sociedade União Juventus, em Curitiba. O laudo pericial deve ser anexado ao inquérito policial que investiga a morte por afogamento de duas meninas em uma das piscinas do clube no último dia 10.
O delegado chefe da Homicídios, Agenor Salgado Filho, diz que a data da perícia ainda não está definida. A perícia, segundo ele, deve verificar dados como profundidade e tipo de piso das piscinas, área de proteção dos banhistas e alvará de funcionamento do clube. Esses dados vão fundamentar o inquérito.
Embora o inquérito não esteja concluído, o delegado adianta que há indícios de negligência do clube. Na hora do afogamento, não havia ninguém por perto - segurança ou salva-vida - para atender as crianças. Além disso, o salva-vidas estava almoçando.
Salgado destaca que, se ficar comprovada a negligência, os administradores do clube serão indiciados. O inquérito será relatado e encaminhado ao Ministério Público.
A administração do clube nega as acusações. O gerente administrativo do União Juventus, Alceu Roberto Muller, afirma que na hora do acidente a Ecco Salva e o salva-vida estavam no local. O atendimento foi imediato.
Em nota enviada à Folha a diretoria do clube diz que está de luto e compartilha a tristeza da família das vítimas. Conforme a nota, a diretoria determinou abertura dos inquérito administrativo para apuração dos fatos.
O presidente do Juventus, Anísio Olesky, afirma no comunicado que a primeira piscina do clube foi inaugurada há 43 anos e nunca tinha sido registrado acidente grave. Na ocasião do acidente estavam presentes no clube ambulância médica, pessoal médico, equipe de professores de educação física e guarda-vidas, ressalta.
No dia 10 de novembro, morreram afogadas as meninas Neife Aiche Ayoub e Paola Aparecida Andretta Gaspar. As duas eram amigas e tinham sete anos.


