Curitiba O empreendimento Santa Monica Clube de Praia, situado na Praia de Leste, no Litoral do Paraná, foi arrematado ontem, em leilão, por R$ 1,04 milhão. O clube foi vendido para um grupo de investidores do setor hoteleiro e imobiliário que preferiu não se identificar até que a Justiça do Trabalho de Paranaguá faça a homologação da operação. O leilão foi realizado para pagamento de dívidas trabalhistas.
Além do valor do remate, que deve ser quitado à vista, os compradores deverão assumir dívidas pendentes junto à Prefeitura de Pontal do Paraná com a falta de pagamento de Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU), que somam cerca de R$ 150 mil. Os compradores arcam ainda com despesas processuais avaliadas em 6% do valor do leilão, informou o leiloeiro judicial Plinio Barroso de Castro Filho. Com isso, o valor aproxima-se de R$ 1,6 milhão que era a avaliação inicial do imóvel, justificou.
De acordo com o leiloeiro, o valor arrematado deve cobrir as despesas trabalhistas com ex-funcionários que vêm se arrastando há anos na Justiça. O imóvel tem 22 mil metros quadrados, dos quais 3.700 metros quadrados são de área construída. A expectativa agora é de revitalização do local, cujo empreendimento foi erguido em frente ao mar há cerca de 35 anos. O local está fechado há pouco mais de um ano.
De acordo com o leiloeiro, esta foi a segunda tentativa de venda do imóvel. Na primeira vez, o clube chegou a ser arrematado por um empresário de Londrina, mas a venda não foi homologada porque o pagamento à vista não foi feito no período fixado pela Justiça.
A Justiça do Trabalho vem determinando a venda de bens imóveis para quitação de dívidas trabalhistas. Por duas vezes, a Rodoferroviária de Curitiba quase foi a leilão também para atender dívidas trabalhistas correspondente a ações movidas por dois ex-funcionários da Rede Ferroviária Federal S.A. (RFFSA).
A empresa se apressou em pagar a indenização aos autores da ação e os leilões foram suspensos pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT). A RFFSA enfrenta mais de 2 mil ações trabalhistas e em cerca de 5% delas a área da Rodoferroviária é dada como garantia.

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