Clube de Engenharia é contra aterro industrial
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quinta-feira, 26 de junho de 2003
Caroline Vicentini<br>Reportagem Local 
A diretoria do Clube de Engenharia e Arquitetura de Londrina (Ceal) entregou anteontem, ao Ministério Público (MP), um estudo técnico contra a instalação de um aterro industrial em Ibiporã, na divisa com Londrina. O terreno possui 22 alqueires fica próximo às margens do Rio Tibagi.
Segundo o vice-presidente do Ceal, Nelson Brandão, a área escolhida não é apropriada. ''O local escolhido está longe de Ibiporã, mas a dois metros da divisa de outra cidade.'' Outra preocupação apontada pelos engenheiros é a necessidade de vigilância 24 horas para esse tipo de empreendimento, o que resulta num projeto caro. Ele apontou ainda que, pela facilidade econômica, o aterro poderia atrair indústrias poluentes e receber lixo tóxico do Brasil todo.
De acordo com Brandão, a proposta do Ceal que discussão sobre o aterro seja ampliada entre todos os municípios da Região Metropolitana de Londrina, através da criação de uma comissão ou consórcio intermunicipal.
A empresa que adquiriu o terreno teve aprovação da prefeitura para o projeto, mas não obteve autorização prévia do IAP para o funcionamento. Os moradores e produtores da região já fizeram protestos contra o aterro. O Ministério Público daquele município instaurou um procedimento para investigar os impactos da obra.
O promotor de Defesa do Meio Ambiente de Londrina, Cláudio Esteves, afirmou que irá analisar e anexar o estudo ao procedimento que também foi instaurado por ele. Esteves acrescentou que o projeto será analisado em conjunto com a promotora do Meio Ambiente de Ibiporã, Révia Luna.
Há pouco mais de dois meses, Révia e o IAP solicitaram uma complementação do Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima) porque considerou incompleto o apresentado. O chefe regional do IAP, Ney Paulo, disse que ainda não recebeu a complementação do EIA/Rima.
O vice-prefeito de Ibiporã, Alberto Baccarin, garantiu que em 15 dias a empresa entregará as informações complementares. Ele revelou que outras três áreas em Ibiporã estão sendo cogitadas para receber o aterro. Baccarin negou as informações de Brandão sobre o recebimento de resíduos industriais de outros estados. ''A legislação ambiental proíbe a entrada de lixo de outros regiões do país.''


