‘‘Clubber’’ procura ter
um estilo pós-moderno
Mauro FrassonLeandro Stringari: piercing na língua e vontade de furar os mamilosO cabelo estilo moicano de poucos anos atrás hoje é ‘‘fashion’’, com tons verdes. Um piercing prateado atravessa a língua, outro alarga o furo da orelha esquerda. O traje típico não segue regras fixas, mas certamente mescla artigos de brexós e cores fortes.
‘‘Gosto de chamar a atenção’’, diz o ‘‘clubber’’ Leandro Stringari, de 16 anos, que resolveu trocar as roupas rasgadas e a rebeldia punk pela música ‘‘tecno’’ e um estilo que ele define como ‘‘pós moderno’’.
‘‘Não há como pregar a anarquia punk num país capitalista. Eu curto a anarquia, mas os punks são muito radicais e discriminam muita gente’’, diz. Leandro já pensa em furar os mamilos para colocar outros dois piercings.
Notívagos, os clubbers frequentam boates e bares alternativos e GLS (Gays, Lésbicas e Simpatizantes), onde as pílulas de ‘‘extasy’’ e os papelotes de AC (versão moderna do ácido lisérgico, que vem em selos estampados com desenhos, como o do Batman) são consumidos em abundância.
Leandro diz que a família já se acostumou com o seu estilo (‘‘eles sabem que não vou mudar mesmo’’) e acredita que o estilo clubber ‘‘veio para ficar’’. Sua única queixa: ‘‘Todo mundo associa clubber a homossexual, mas não é bem assim’’, observa ele, que tem uma namorada fixa há quatro meses. (G.P.)

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