Curitiba - As clínicas de cirurgia plástica e hospitais que realizam procedimentos dessa natureza, em Curitiba, terão que fazer uma busca ativa dos pacientes que se submeteram a intervenções cirúrgicas invasivas, principalmente lipoaspiração, entre 1º de janeiro e 30 de junho deste ano. A determinação é da Secretaria Municipal de Saúde, que quer monitorar as condições desses pacientes no pós-operatório e descartar qualquer possibilidade de infecção por micobactérias de crescimento rápido (MCR).
O diretor do Centro de Saúde Ambiental da Secretaria de Saúde de Curitiba, Moacir Gerolomo, esclareceu que a medida preventiva é uma continuidade das ações implementadas, desde o início do ano, para controle mais rigoroso da assepsia de instrumentos cirúrgicos. Isso porque, em 2007, foram 142 notificações de micobacteriose em pacientes que fizeram algum tipo de videocirurgia. Do total, 104 foram confirmados, 12 descartados e outros 26 continuam sob investigação. Há outros seis casos confirmados: quatro em Londrina e dois em Umuarama.
Segundo Gerolomo, a decisão de monitorar as cirurgias plásticas - apesar de não serem procedimentos ofertados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) - foi motivada pelo recente surgimento de casos de infecção por micobactérias no Espírito Santo e no Interior do Paraná (Londrina, Maringá e Apucarana). Curitiba tem 25 clínicas, que realizam exclusivamente cirurgias plásticas, e mais 72 hospitais onde o procedimento também é realizado.
A recomendação da Secretaria de Estado da Saúde é que as pessoas que fizeram cirurgias e perceberem sintomas de infecção como nódulos, secreção ou dificuldade de cicatrização procurem uma unidade de saúde.

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