Clínicas odontológicas são autuadas por despejo irregular
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terça-feira, 02 de dezembro de 2014
Lucio Flávio Cruz<br>Reportagem Local 
Londrina Duas clínicas odontológicas de Londrina foram autuadas ontem pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) por descarte irregular de resíduos no ecoponto do Jardim Santa Rita 5, zona oeste. Foram localizados restos de próteses dentárias à base de gesso para a confecção de aparelhos ortodônticos e chapas de raio-X, inclusive com a identificação dos pacientes.
A denúncia partiu dos próprios moradores do bairro e equipes de fiscalização da CMTU e do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) foram até o local e constataram a irregularidade. "Este tipo de gesso é considerado resíduo de saúde e por isso o descarte precisa ser feito por uma empresa especializada", explicou o gerente de resíduos da CMTU, Gilmar Domingues. "A quantidade encontrada é equivalente a uma carriola", comparou. O banner de propaganda de uma das clínicas também foi descartado no local.
As empresas foram autuadas por descarte irregular, baseado no Código do Posturas do Município. A multa pode variar de R$ 60 a até R$ 3 mil. "O valor da primeira infração será definido pela Diretoria de Operações e pode aumentar dependendo do Plano de Gerenciamento de Resíduos que as empresas devem apresentar", frisou Domingos.
A CMTU concedeu um prazo até quarta-feira para que as duas clínicas apresentem o Plano de Gerenciamento de Resíduos, contendo a quantidade e o tipo de resíduos produzidos e o destino final. Por se tratar de um processo administrativo onde as empresas ainda podem se defender, a CMTU não divulgou os nomes das clínicas odontológicas. O IAP notificou as duas empresas para fazerem a retirada dos entulhos do ecoponto.
OUTRO CASO
Há duas semanas, cerca de 100 quilos de restos de tecidos e órgãos humanos foram encontrados em meio ao lixo reciclado acondicionado no barracão da cooperativa Cooperoeste, na Avenida Dez de Dezembro, na zona sul de Londrina. A irregularidade foi identificada por um dos coletores e o material havia sido utilizado por um laboratório para a realização de exames de biópsia.
Após a constatação da irregularidade, os restos de tecidos e órgãos foram incinerados por uma empresa especializada. O barracão da cooperativa precisou ser interditado e pelo menos 30 toneladas de recicláveis foram contaminados, trazendo um prejuízo de mais de R$ 17 mil a Cooperoeste.
Gilmar Domingues ressaltou que na situação encontrada no Santa Rita a participação da comunidade foi fundamental. "Temos uma parceria que tem funcionado muito bem com os moradores, que vão nos informando dos acontecimentos. Eles se apropriaram do espaço e não querem que o local volte a ser como era no passado", relatou.


