Clínicas de veterinária voltam a criticar o HV
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 17 de dezembro de 1997
Lucília Okamura 
Londrina
Membros do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Paraná se reúnem hoje com representantes de clínicas de pequenos animais e do Hospital Veterinário da Universidade Estadual de Londrina (UEL) para discutir uma velha polêmica. Segundo o presidente do Conselho, Paulo Moreira Borba (foto), proprietários das clínicas reclamam que passam por dificuldades em consequência da atuação do HV.
Paulo Borba afirma que o Conselho tem recebido queixas das clínicas. Em função até da facilidade da divulgação de seus serviços, eles afirmam que o Hospital Veterinário está atraindo clientes para a universidade e deixando as clínicas em dificuldades, observa. Ele diz que a sugestão das clínicas é para o HV atender somente as pessoas carentes.
O presidente do Conselho diz que esta sugestão deve ser considerada, mas também é preciso analisar o fato de que o HV precisa cobrar pelo atendimento para se manter. Paulo Borba não soube dar mais detalhes sobre a polêmica, afirmando que antes é preciso conversar com as partes envolvidas. Borba se reúne hoje de manhã com proprietários das clínicas e à tarde com representantes do HV.
O chefe do departamento de Medicina Veterinária Preventiva da UEL, Italmar Navarro, diz que as queixas das clínicas não são novidade. Ele informa que há cerca de quatro anos as reclamações começaram, mas que sempre aconteceram reuniões para se chegar a um consenso.
Italmar Navarro observa que não existe fundamento se a polêmica for com relação aos valores cobrados. Segundo ele, com exceção das consultas diurnas, os preços dos demais procedimentos (como cirurgias e Raio-X) são iguais aos das clínicas particulares. A consulta simples diurna custa R$ 12,00.
O professor de Clínica Médica de Pequenos Animais da UEL, Hélio Autran de Morais, observa que, se as clínicas estão enfrentando queda no número de atendimentos, o mesmo acontece com o HV. A queda de atendimento é geral, não acontece somente em Londrina, observa. Este ano, tivemos queda de 20% a 25%.


