Clínica médica, cirurgia e ortopedia exigem triagem
No Hospital Universitário (HU), a restrição no atendimento, de acordo com o diretor superintendente da instituição, Francisco Eugênio Alves de Souza, limita-se apenas aos encaminhamentos de Siate, Samu e Central de Leitos. Desde ontem, antes de levar pacientes, esses serviços estão consultando o hospital para certificarem-se de que há material e equipamentos para os procedimentos necessários. ''Não podemos colocar um marca-passo, mas podemos fazer a cirurgia de uma pessoa esfaqueada'', exemplificou. Segundo ele, os setores de clínica médica, cirurgia e ortopedia são os que demandam triagem.
O coordenador médico do Siate e do Samu, Eduardo Galeazzi, informou que os serviços já consultam o hospital antes de encaminhar pacientes. Ele também disse que, na manhã de ontem, não houve dificuldades para conseguir vagas na instituição. ''Somente hoje (ontem), o HU aceitou quatro pacientes que precisavam de atendimento especializado.''
A restrição no atendimento foi determinada por falta de recursos. Conforme Souza, o HU acumula um deficit de R$ 15 milhões referentes a dívidas antigas e falta de repasse dos recursos do SUS dos meses de novembro e dezembro do ano passado.
A reportagem da FOLHA tentou contato com o secretário municipal de Saúde, Agajan Der Bedrossian, mas não conseguiu retorno. Na última entrevista concedida ao jornal, na semana passada, Bedrossian afirmou que, juntos, os hospitais que fazem atendimento pelo SUS em Londrina acumulam um dívida de aproximadamente R$ 30 milhões.
Segundo ele, a dívida foi gerada por uma constante e antiga defasagem entre o que é repassado pelo Ministério da Saúde e o que é gasto pelos hospitais com atendimentos de média e alta complexidades. O secretário negou que o município não esteja repassando regularmente aos hospitais os recursos do Fundo Nacional de Saúde para os atendimentos pelo SUS.
A FOLHA também tentou contato com a diretoria do hospital Zona Norte, mas foi informada que a diretora responsável estava fora da cidade e não poderia atender a reportagem. O diretor do Hospital Zona Sul, Marcelo Mendonça, informou que a instituição deve provavelmente voltar a atender pacientes amanhã ou na quinta-feira. (C.A.)





