Cascavel - A clínica de Fisioterapia da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) voltou a funcionar ontem exatos 90 dias após seu fechamento por falta de materiais e equipamentos básicos. Por enquanto, somente os pacientes que já vinham sendo atendidos estão sendo convocados, pois muitos equipamentos ainda não chegaram.
A direção do curso decidiu reabrir a clínica para não penalizar os alunos que estão nos dois últimos anos e dependem das aulas práticas para se formarem. Além disso, existia a preocupação com os pacientes que dependem do atendimento gratuito, já que a grande maioria não tem condições de pagar uma clínica particular.
A vice-coordenadora do curso, Carla Adriane Pires Ragasson, explica que os R$ 200 mil liberados através de decreto pelo governo do Estado já chegaram e uma licitação foi aberta para compra de equipamentos com esses recursos. Outros R$ 100 mil prometidos ainda não chegaram à reitoria. Ela completa que mesmo com a liberação de parte do dinheiro, o problema persiste, pois as áreas de pneumologia e ortopedia não contam com nenhum equipamento à disposição dos pacientes.
Ragasson lembra que o projeto pedagógico do curso previa a liberação de R$ 1,2 milhão. Antes da paralisação, somente R$ 37 mil haviam sido destinados ao curso. Ela acrescenta que além da falta de dinheiro, os alunos do curso sofrem com a falta de professores em algumas disciplinas. Segundo ela, alguns que passaram no concurso público se negam a assumir o posto. ''Com certeza, os alunos dos últimos anos foram prejudicados pela paralisação e falta de professores'', lamenta.
A aluna do 3º ano Marize Vicentini Belini disse estar bastante satisfeita com o retorno das atividades na clínica. Ela conta que os colegas de turma estavam bastante ansiosos, pois a grande maioria ainda não tinha prestado atendimento à pacientes. ''Somente com a teoria fica difícil aprender'', justifica.
Um dos poucos pacientes a ser atendido ontem foi Jurandir Vargas que sofreu uma fratura no fêmur após uma queda de moto. Ele afirma que durante o fechamento da clínica precisou pagar pela fisioterapia em uma clínica particular, mas diz que na universidade ''o atendimento é melhor''.

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