Cerca de 40 a 45 bebês que nasceram prematuros ou com alguma dificuldade de coordenação motora são atendidos semanalmente na Clínica de Fisioterapia da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), campus Cascavel. Segundo a professora Helenara Salvati Bertolosi Moreira, coordenadora do projeto de atendimento aos bebês de risco, informa que o projeto também acontece de uma forma interdisciplinar no Hospital Universitário do Oeste do Paraná (HUOP), juntamente com o Centro de Reabilitação da Instituição. Nesse local é realizada uma triagem para identificar os bebês que necessitam de uma intervenção para encaminhá-lo para a reabilitação na clínica.
Diante de cada caso, explica a professora, o bebê pode até necessitar de outros tipos de atendimentos, como a Fisioterapia Aquática ou a Terapia Ocupacional e a Fonoterapia. Paralelo a esse atendimento especializado também é desenvolvido um projeto de pesquisa, no qual, acompanha a desempenho motor do bebê. "Usamos algumas estratégias, avaliações padronizadas ajudando na mensuração bem objetiva de como está essa criança, se corresponde o esperado para a idade dela", salienta.
Para a coordenadora do projeto o trabalho desenvolvido com esses bebês que necessitam de um acompanhamento é muito importante: " É gratificante conseguir intervir antes desse bebê ter sequelas motoras graves; não é só o enfoque motor nossa preocupação, mas sim o estímulo que estas crianças estão recebendo no momento certo a nível cognitivo, além do suporte emocional para as mães, porque muitas delas quase perderam o bebê, elas chegam com muito medo", afirma.
O projeto é realizado na segunda e na sexta-feira, das 8 horas às 11 horas e das 13h30 às 17 horas. Os bebês prematuros de alto risco são atendidos na sexta-feira e na segunda-feira são atendidos bebês que nasceram até 37 semanas.

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