Deficientes físicos e mentais poderão receber tratamento odontológico especializado em vez de terem que se adaptar aos consultórios tradicionais - muitas vezes sem infra-estrutura e sem equipe técnica para atender a esses pacientes.
Amanhã a Fundação Sokolski - uma ONG criada em 1989 - inaugura uma clínica voltada a pacientes especiais. Para os deficientes físicos, principalmente cadeirantes, haverá rampas para a entrada e os consultórios terão sanitários, pias e sala de espera adequados, além de uma distribuição de equipamentos indicada para os deficientes.
Os pacientes com problemas mentais terão acompanhamento psicológico para prepará-los para o tratamento. ‘‘Algumas vezes, eles têm de ser sedados’’, disse o cirurgião-dentista Vitório Bonacin, responsável pelo projeto da clínica. A clínica também dará cursos de capacitação profissional para o trabalho com deficientes.
Além disso, a clínica também cuidará de bebês. O trabalho começará no nono mês de gravidez e irá até os quatro anos de idade da criança. Até o sexto mês de vida a limpeza é importante para evitar a formação de ‘sapinhos’. ‘‘Nesta época, o índice de formação de ‘sapinhos’ é altíssimo, porque a mãe não toma cuidado com o seio e acaba dando chupeta contaminada para o beb꒒, disse. Com o primeiro dente, aparece o risco de cárie e, por isso, a limpeza também tem de ser feita corretamente. ‘‘Escovar os dentes é a mesma coisa que tomar banho.’’
A clínica faz parte de um projeto que pretende ampliar o atendimento aos deficientes no Paraná. Além de montar clínicas em outros municípios, a fundação prevê a construção de um hospital que atenda cerca de oito especialidades, inclusive voltadas a pacientes soropositivos. A construção deve começar em um ano.

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