A chuva da semana passada melhorou a qualidade do ar, porém o centro de meteorologia do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) registrou uma média de 30 a 40% de umidade relativa nas últimas semanas, enquanto o ideal seria em torno de 60%.
Segundo o otorrinolaringologista Kooki Tan, o primeiro problema da combinação frio, ar seco e baixo consumo de água se dá, principalmente, na desidratação das vias áreas superiores e inferiores. ''O ressecamento das mucosas podem acarretar em dor, crises de tosse e ainda rouquidão. Nas vias superiores, as mucosas do nariz e faringe são as mais atingidas, causando inflamações e acarretando rinites. A ingestão de água irá garantir a hidratação para essas vias e ainda lubrificar toda a faringe e as cordas vocais'', observa. Ele completa dizendo que, a longo prazo, o descuido pode evoluir para sinusites, otites agudas e até mesmo pneumonia.
A diminuição do consumo de água também pode facilitar doenças de pele. ''A baixa ingestão de água aliada, principalmente, a banhos muito quentes e prolongados podem resultar em uma pele mais desprotegida'', comenta a dermatologista Patrícia Berg. O resultado é uma pele ressecada, mais sensível e com pouca elasticidade. ''Os problemas mais comuns dessa pele ressecada são fissuras, coceira, falta de brilho e esfarelamento que se não tratados podem ocasionar infecções''.
Segundo a dermatologista, a dica é a hidratação via oral e manter a camada lipídica ou óleo natural da pele com a utilização de cremes. ''Estes, além de aumentarem a concentração de oleosidade da pele, vão diminuir a evaporação e, a consequente perda de água'', aconselha. (M.T.)

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