Depois da vistoria às obras da Unidade de Internamento de Adolescentes (UIA) de Londrina, o presidente do Instituto de Ação Social do Paraná (Iasp), Carlos Alberto Lima, se reuniu com representantes de órgãos que prestam atendimento ao adolescente infrator na cidade para discutir as competências de cada órgão. Lima criticou os problemas de infra-estrutura existentes na delegacia especializada e no Centro Integrado de Atendimento ao Adolescente Infrator (Ciaadi). Ele também cobrou uma separação mais rigorosa entre os adolescentes condenados por delitos mais graves e os com faltas mais brandas.
A reunião ficou tensa quando Lima discutiu com a promotora da Vara da Infância e Juventude, Édina Maria de Paula, sobre o extrapolamento do prazo de até 45 dias para o julgamento das sentenças.''Faço a parte legal, o que me compete'', setenciou a promotora. Édina chegou a questionar sua presença e abandonou a reunião por um momento.''Não sei o que estou fazendo aqui. Fui informada que representantes do Ministério da Justiça relatariam as condições do educandário em construção e não foi isso o que ocorreu'', criticou.
A promotora reconheceu que há problemas sérios tanto na delegacia do Adolescente como no Ciaadi. Segundo ela, há menores setenciados estão há mais de cem dias no Ciaadi.''Esses dias precisei ir à noite até o local para administrar um princípio de rebelião. Os adolescentes que sabem que serão encaminhados ao educandário tumultuam'', relatou.

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