Clima fica tenso durante audiência pública
Curitiba A audiência pública pegou o procurador do município, Silvio Bramila, de surpresa. Irritado com as acusações, ele chegou a discutir com a procuradora do Trabalho. ''A senhora está abusando do poder que tem. Nem sabia que essa audiência seria pública'', esbravejou ele. A audiência chegou a ser interrompida e o procurador foi dispensado.
Antes de deixar a audiência, ele garantiu aos jornalistas que cobriam a audiência que as crianças atendidas pelo Piá Ambiental não ficarão fora dos programas sociais da prefeitura. ''Não posso adiantar se vamos fechar as unidades do Piá Ambiental ou se vamos mudar o nome do programa. Apenas posso garantir que essas crianças não ficarão sem o atendimento governamental'', garantiu.
O advogado da Sociedade Beneficente Evangélica, Jefferson Zanete, também foi dispensado. Ele afirmou que desconhecia o teor das denúncias que estavam sendo feitas na audiência pública e pediu para que os questionamentos da procuradoria fossem feitos de maneira formal. ''Desconhecia essas denúncias. Elas são passíveis de apuração'', disse ele, que representa a entidade que administra as unidades ambientais.
As investigações sobre as condições de trabalho dos Piás Ambientais estão sendo realizadas pelo Ministério Público do Trabalho desde 1998. A procuradora pediu que sejam recolhidas amostra do alimento servido às crianças para análise. ''É uma denúncia grave e que precisamos nos aprofundar'', afirmou ela.





