Desde 1989, quando foi registrado o último caso no país, o Brasil está oficialmente livre do ''fantasma'' da poliomielite, a popular paralisia infantil. No entanto, essa notícia não significa que os pais podem ficar tranquilos. O vírus selvagem, que causa a doença, ainda está presente no mundo e, a qualquer momento, pode voltar ao território brasileiro.
Para se ter uma idéia, de acordo com dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), de 2000 a 2005 ocorreram surtos ou foram detectados casos de poliomielite na China, Oeste da África, Indonésia, Angola, Etiópia Somália e outros países asiáticos.
Por isso, profissionais de saúde do Brasil inteiro mobilizaram-se, ontem, na Campanha Nacional de Vacinação contra a paralisia infantil, que tem a ambiciosa meta, estabelecida pelo Ministério da Saúde (MS), de vacinar 95% das crianças brasileiras de 0 e 4 anos.
Em Londrina, a abertura da Campanha aconteceu na Unidade Básica de Saúde (UBS) do Jardim Tókio (Zona Oeste), em um clima todo festivo, com a presença da banda municipal, Zé Gotinha, enfeites de festas juninas e presente para os pequenos, que depois de receberem duas gotinhas estão imunes à doença.
Um dos primeiros a chegar à UBS foi o representante comercial Diel Gonçalves, que levou o sorridente Ígor Gonçalves, 1 ano, para tomar as suas gotinhas. A surpresa foi a notícia que ele recebeu das enfermeiras de que o garoto estava com duas vacinas atrasadas: a de febre amarela e a de sarampo.
''Deixamos de prestar atenção na carteirinha e o cronograma de vacinação dele foi prejudicado, mas o Ígor já tomou a de febre a amarela hoje e daqui a 15 dias volta para tomar a de sarampo'', explicou.
A secretária municipal de Saúde, Marlene Zucoli, destacou que existe a percepção da acomodação de alguns pais, de todas as regiões da cidade, que não acham necessário levar os filhos para a vacinação. ''Faça um apelo: levem seus filhos para vacinar, pois, somente dessa forma, vamos comseguir manter essa doença longe. O nosso esforço é para vacinar todas as crianças londrinenses''.
Quem não levou seu filho para receber a vacina contra a pólio deve, a partir de amanhã, comparecer o mais rapidamente possível a um posto de saúde. ''O ideal seria que todos comparecessem hoje, mas quem não veio tem de cumprir a sua obrigação durante a semana'', ressalou Zucoli.
A segunda etapa de vacinação contra a paralisia infantil acontece no dia 25 de agosto.

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