O número de casos de meningite meningocócita – tipo da doença com maior poder de transmissão – registrados em julho no Paraná deve ser o maior deste ano. Nas duas primeiras semanas deste mês, a Secretaria de Saúde registrou 17 ocorrências, sete a mais que o total de pessoas atingidas pelo problema durante todo o mês de janeiro.
Segundo o médico Nereu Henrique Mansano, diretor do Centro de Informação e Diagnóstico de Saúde da secretaria, a contaminação é favorecida pelo frio. ‘‘A transmissão é feita por vias respiratórias e no inverno as pessoas tendem a ficar em ambientes fechados, com pouca circulação de ar.’’
Do começo do ano até agora, os diversos tipos de meningite já atingiram 941 pessoas no Estado. Dessas, 85 não resistiram à doença, o que representa cerca de 10%. Dos infectados pela meningite meningocócita, o número de mortes chegou a 15%.
De acordo com Mansano, os dados não apontam perigo de surto. Pelo contrário, indicam que mesmo com o aumento das ocorrências durante o inverno, neste ano a situação está menos grave que em 1999, quando foram notificados 3.188 casos.
O médico avisa que evitar ambientes fechados e aglomerações são medidas importantes para impedir a contaminação de vírus, bactérias e fungos que causam a inflamação das meninges. Também é importante que os sintomas não sejam ocultados com o automedicamento, o que pode dificultar o diagnóstico. Fortes dores de cabeça, febre alta, vômito e manchas vermelhas na pele são alguns dos principais sintomas da meningite.

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