Clima abafado nas salas de aula
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sábado, 13 de fevereiro de 2016
Aline Machado Parodi<br>Reportagem Local 
Há quase três anos, a Escola Estadual Professora Adélia Dionísia Barbosa, no Conjunto Parigot de Souza, zona norte, recebeu aparelhos de ar-condicionado para as salas de aulas. Há quase três anos, os aparelhos estão no depósito do colégio aguardando a instalação. A situação se repete em outras 20 escolas estaduais. Das 36 escolas que receberam os equipamentos adquiridos com verba do Ministério da Educação, em 2013, apenas 16 instalaram os aparelhos.
A alegação do governo estadual para a demora na instalação dos equipamentos é de que os prédios são muito antigos e precisam de adequações na fiação elétrica. "As adequações para receber os aparelhos de ar-condicionado ficaram mais caras do que o valor da aquisição", comentou Lúcia Cortez, chefe do Núcleo Regional de Educação (NRE) de Londrina. A estimativa é que as obras custem cerca de R$ 2 milhões. As adequações estão sendo feitas em etapas.
Treze escolas estão aguardando a aprovação da Secretaria de Estado da Educação (Seed) para a instalação dos aparelhos. "As instalações foram divididas em blocos. Seis (escolas) estão com a liberação dos recursos bem adiantadas", afirmou a chefe do NRE. De acordo com ela, o governo está priorizando a recuperação das escolas atingidas pelas chuvas de janeiro e, por isso, a demora na liberação das instalações.
A diretora da Escola Adélia Dionísia Barbosa, Suely Barbosa de Moraes Volpato, disse que ainda não foram feitas as obras de adequações da fiação elétrica. Por enquanto, apenas um novo transformador foi colocado pela Copel para atender a escola. Para aliviar o calor, o colégio comprou no ano passado ventiladores para todas as salas de aula.
A chefe do núcleo não soube informar um prazo para que todos os 607 aparelhos de ar-condicionado estejam funcionando e nem a previsão para a aquisição de equipamentos para as escolas que ainda não foram beneficiadas. Mas enfatizou que "hoje, o ar-condicionado não é mais um luxo, mas sim uma necessidade." Em Londrina, são 69 escolas estaduais ao todo.
De acordo com ela, há projeto para que todas as salas de aula sejam climatizadas. Conforme as escolas passarem por reformas, será realizada a avaliação da capacidade da fiação elétrica para suportar o funcionamento dos aparelhos.


