Clientes sentem-se vulneráveis
PUBLICAÇÃO
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Silvana Leão <br> <br> Reportagem local 
Clientes de bancos de Cambé (Norte), onde uma agência do Banco do Brasil foi assaltada no início do mês, estão temerosos quanto à falta de segurança e vulnerabilidade do sistema, principalmente nas áreas que abrigam os caixas eletrônicos. ''Ficamos muito expostos, tentando driblar a presença de estranhos'', define o prestador de serviço na área de telecomunicação Eliel Moura.
Para ele, o problema é ainda mais grave porque não se restringe a um banco, mas atinge todas as instituições. ''A cada novo assalto, ficamos mais preocupados. Tem muito o que melhorar em termos de segurança, e recursos para isso os bancos têm'', argumenta.
O mesmo sentimento é experimentado pelo relojoeiro Roberto Hissao Shimizu, que sente-se ainda mais vulnerável quando há muitas pessoas na agência. ''Hoje em dia há muito desemprego e muita gente querendo ganhar dinheiro fácil, o que faz aumentar os crimes'' O relojoeiro conta que uma de suas grandes preocupações é com a mãe, que já é idosa e insiste em ir sozinha ao banco.
O comerciante Cícero José dos Santos afirma que nos dias que anteceram ao assalto, a falta de segurança por conta de uma reforma na agência havia lhe chamado a atenção. ''Percebi que havia um grande movimento de operários e alguns cuidados não estavam sendo tomados'', lembra.
O crime na agência de Cambé aconteceu no dia 7, quando três homens armados invadiram o prédio, arrombaram a porta, renderam o vigilante e uma funcionária que fazia a manutenção dos caixas eletrônicos e levaram cerca de R$ 17 mil em dinheiro.


