Colher informações que possibilitem um mapeamento atual das agências bancárias, no que se refere ao atendimento a pessoas com deficiência física ou sensorial Esse é o principal objetivo de pesquisa encomendada por um banco, na condição de anonimato, à empresa Plura Consultoria e Inclusão Social, de São Paulo
''Fomos contratados para selecionar pessoas com deficiência, que irão atuar como clientes secretos em bancos Essas informações darão suporte para a cobrança de melhorias em agências de todo o País'', diz o diretor da Plura, Alex Vicintin
Ao todo, são 70 vagas em mais de 20 Estados No Paraná, são dez para as cidades de Londrina, Pinhais e Umuarama Os selecionados, que devem ser cadeirantes, cegos ou surdos (total ou que fale em Libras - Linguagem Brasileira de Sinais), receberão R$ 70 por visita a cada agência bancária A seleção segue durante o mês de dezembro, com início imediato
''Eles vão solicitar diferentes serviços, como a abertura de uma conta, para avaliar o atendimento da agência Além disso, irão verificar as condições de acessibilidade'', explica Vicintin, ressaltando que os candidatos devem ter concluído, de preferência, o Ensino Médio
''Depois dessa visita, ele irá responder a um questionário da empresa que nos contratou O propósito disso tudo é levantar dados que possibilitem a cobrança de melhorias neste segmento'', revela
Dificuldades reais
Para a professora Cleusa Camargo de Oliveira, do Instituto Londrinense de Educação de Surdos (ILES), a iniciativa é um sinal de progresso para quem encontra barreiras em órgãos públicos, principalmente em bancos
Ela, que é usuária da Libras, conta que muitas vezes é preciso estar acompanhada de intérprete ou familiares para ter acesso às informações ''Acho que os próprios bancos deveriam contratar intérpretes ou até mesmo capacitar seus funcionários, principalmente aqueles que têm contato direto com o público'', indica
Outro problema é relatado pelo vendedor aposentado Jânio Soares Costa Tetraplégico, vai todo mês ao banco com seu carro adaptado Segundo ele, a maior dificuldade é de acessibilidade ''Faltam vagas exclusivas e alguns bancos nem possuem estacionamento Preciso estar sempre acompanhado para que possa descer na rua'', lamenta
Ele, que usa cadeira de rodas, também cita a dificuldade no acesso aos caixas eletrônicos ''A maioria não é adaptada e acabo tendo dificuldade para efetuar transações O teclado e a tela são muito altos'', aponta
Serviço:
Interessados em participar devem ligar para (11) 3206-4455 ou escrever para plura@pluracombr

mockup