Clientes são de todas as classes sociais
O perfil dos clientes das lojas de móveis usados é o mais variado possível. Tanto de quem compra, quanto de quem vende. A verdade é que os estabelecimentos diversificaram as formas de atuação para conquistar o maior número possível de fregueses e, consequentemente, driblar a crise financeira que afeta o ramo.
Hoje, muita gente procura esses estabelecimentos em busca de um material diferenciado: os móveis estilizados de segunda mão. Para esse tipo de cliente, o preço não é o que mais importa. Pelo contrário, eles não se preocupam em colocar a mão no bolso se for para comprar aquela peça especial, que vai servir como uma luva no ambiente de casa ou do trabalho.
Outros clientes assíduos são os estudantes que montam república quando chegam à cidade ou quem faz uma pequena reforma em casa e quer trocar os móveis. Portanto, os estabelecimentos que comercializam móveis usados hoje são procurados pelos mais diversos perfis de clientes, das mais diferentes classes sócio-econômicas.
''Em Londrina, o preconceito é muito pequeno. Antes, as pessoas não queriam ser vistas entrando numa loja de móveis usados. Hoje, isso não existe mais. Vendemos para todas as classes sociais'', comentou o empresário Edivaldo Antonio Rocha, 43 anos.
Também são diversas as situações que levam as pessoas a procurar esses estabelecimentos para vender móveis ou eletrodomésticos. Algumas das mais comuns são mudança de cidade ou do País. Mas ainda há casos de quem se desfaz nos móveis por causa de uma separação conjugal, por exemplo.
Apesar do mercado amplo, a disseminação das lojas, especialmente na Avenida Duque de Caxias, está deixando o mercado cada vez mais concorrido. Tanto que Rocha, um dos mais antigos, com 18 anos de experiência no ramo, resolveu trocar de atividade e abriu um comércio de caldo de cana e sucos num espaço antes ocupado pelos móveis usados. (F.R.F.)





