A maioria dos clientes da Encol que vivem o pesadelo de ter comprado imóveis que acabaram não sendo entregues começa a ver uma saída. A solução do problema vem com a liberação de financiamentos que poderá ser anunciada no mês que vem, segundo o vice-presidente da Associação Paranaense e Catarinense de Clientes da Encol, Murilo Celso Ferri.
Até o momento, há confirmação de que a Caixa Econômica Federal (CEF) e o Banco do Brasil poderão financiar a continuidade das obras paradas. Mas Ferri acredita que, com a manifestação dos dois bancos públicos, os bancos particulares, que possuem mais recursos para carteiras imobiliárias, se sentirão mais seguros e acabarão oferecendo financiamentos. Por enquanto, somente os condomínios que não possuem hipoteca com outros bancos poderão usufruir do benefício.
A Associação Paranaense e Catarinense dos Clientes da Encol representa 42 empreendimentos nos dois estados, sendo que 38 deles estão localizados em Curitiba, três em Joinville (SC) e um em Florianópolis (SC). Juntos eles abrigariam 1.260 famílias.
O vice-presidente da entidade acredita que, com a liberação dos financiamentos, 90% dos empreendimentos poderão ter suas obras reiniciadas, desde que estejam com a documentação legal pronta. Ele calcula que isso possa acontecer entre setembro e outubro deste ano. Ao todo, os imóveis do Paraná e de Santa Catarina precisam de aproximadamente R$ 86 milhões para ser concluídos.
Atualmente, apenas dois imóveis de Curitiba - os edifícios Harmony Palace e Royal Palace - tiveram suas obras reiniciadas. O primeiro porque teve facilidades junto ao banco que já estava financiando a obra, e o segundo por decisão dos proprietários, que estão desembolsando todos os meses R$ 1,5 mil cada.
A esperança de ver os edifícios prontos surge num momento em que o País descobre como funcionava o caixa 2 que levou a maior construtora brasileira a fechar as portas.Arquivo FolhaEncol entrou em crise em 96, parando construção de 42 mil imóveisAdriana Ribeiro

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