Clientes da Encol negociam retomada de obras com a CEF
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quarta-feira, 08 de abril de 1998
Israel Reinstein 
Albari RosaEmpréstimoMutuários da Encol querem financiamento de R$ 65 milhões da Caixa Econômica Federal para concluir todas as obras abandonadas pela empresa em CuritibaOs 2 mil mutuários da Encol em Curitiba estão negociando com a Caixa Econômica Federal a conclusão dos prédios inacabados na cidade. Organizados em condomínios, eles querem conseguir mais de R$ 65 milhões para terminar a construção dos imóveis.
Por enquanto, as negociações ainda estão na fase inicial, mas acreditamos num acordo com a Caixa, a exemplo de Goiânia, afirma a secretária da Associação Paranaense e Catarinense de Clientes da Encol, Maria Cristina Bergo. Em Goiânia, os 3 mil mutuários da Encol, que tinham suas obras paradas, já conseguiram retomá-las com recursos da CEF.
Maria Cristina diz que os condomínios são formados pelos proprietários dos terrenos e por clientes da Encol. Conseguimos, por meio de acordo com a Encol, a liberação dos terrenos que estavam hipotecados pelos credores, conta. Essa negociação foi feita caso a caso. No entanto, houve quatro dos 24 prédios em que a hipoteca não pôde ser transferida para a massa falida.
Existia no contrato com os clientes da Encol uma cláusula que possibilitava a hipoteca do bem em favor do prédio em construção, mas a construtora hipotecou alguns prédios em favor de outras construções, explica o arquiteto João Mine, um dos clientes que não puderam entrar na negociação coma CEF. Mine tinha quitado um apartamento de 250 metros quadrados, que pretende recuperar via judicial.
Para negociar com a CEF, cada um dos condomínios está apresentando um dossiê sobre a situação jurídica e financeira do prédio e dos interessados em adquirir o financiamento. Esses dados foram mandados para a superintendência da CEF em Brasília. Cada um dos empréstimos, será negociado com grupos de clientes, que deverão pagar ao banco, seguindo um critério parecido com estabelecido com a construtora, informa.
A assessoria de CEF em Brasília diz que os financiamentos ainda estão em estudos e, por isso, o banco não vai se pronunciar sobre o assunto.


