Silvana Leão
De Londrina
Ontem de manhã ainda era grande o movimento de pessoas registrando queixa na 10ª Subdivisão Policial (SDP) de Londrina contra o comerciante Cícero José dos Santos, que anteontem fechou as portas da loja de móveis Casa Nobre – aberta há um mês na cidade – sem entregar as mercadorias compradas por centenas de clientes. O levantamento oficial do número de queixas só será feito amanhã, mas funcionários da delegacia calculavam que mais de 150 queixas já haviam sido feitas. Uma delas foi registrada à 0h30 de ontem.
Para controlar o movimento de clientes que procuraram a polícia – vários deles inconformados com o prejuízo –, os policiais tiveram que distribuir senhas para organizar o atendimento. Empresários do ramo de móveis calculam que o golpe aplicado por Cícero dos Santos na cidade pode passar dos R$ 500 mil. Mais de 500 pessoas podem ter sido lesadas.
Em matéria publicada ontem pela FN27>Folha, o delegado-adjunto da 10ª SDP, Acácio de Azevedo, afirma que se Cícero dos Santos não for localizado para prestar esclarecimentos, poderá ter sua prisão preventiva decretada. O delegado do 1º Distrito Policial, Algacir Ramos, chegou a ouvir o empresário no último dia 22, depois de ser procurado pela financeira Losango, que desconfiou dos cadastros enviados pela Casa Nobre e recusou-se a fazer factoring (‘‘comprar’’ cheques pré-datados) com a empresa.
Como Ramos – que agora vai presidir o inquérito sobre o caso – não encontrou nenhuma passagem de Santos pela polícia, nada pôde fazer, apesar das evidências de estelionato.

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