Clientes acusam empresa de estelionato
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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2003
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Mais uma empresa que comercializa cotas de participação para compras de imóveis em Londrina foi denunciada ontem por cerca de dez clientes. Eles registraram boletim de ocorrência na 10 Subdivisão Policial por prática de estelionato. A Serv's Habitacional fechava contrato de empréstimo prometendo entregar o dinheiro no prazo de três a seis meses, mas não cumpria o prometido, segundo os clientes. A prática é similar ao esquema da Recoflan, outra empresa que vendia cotas de participação na cidade e também não cumpria com os prazos estipulados.
Ontem, os clientes da Serv's estavam revoltados. O pintor José Mauro Aparecido da Silva assinou contrato com a empresa em maio de 2002 para um empréstimo de R$ 15 mil. Deu os 5% de sinal, ou seja, R$ 750,00 no ato da assinatura e começou a pagar as prestações no valor de R$ 138,00.
Silva afirmou que recebeu da empresa a garantia que entre três e seis meses o dinheiro seria liberado. ''Já paguei nove meses e até agora não recebi o dinheiro. Fui hoje (ontem) na empresa e eles me mandaram procurar os meus direitos na Justiça'', reclamou o pintor, que reside no Conjunto Jamile Dequêch (zona sul). Ele disse que soube da empresa pelos anúncios de televisão.
O delegado do 1º Distrito Policial, Marcos Antônio Belinati, agendou para hoje o depoimento dos clientes da Serv's. As queixas, segundo ele, começaram a surgir no domingo. ''Há fortes indícios de que esta seja uma empresa constituída para aplicar golpes, pois eles prometiam vantagens, mas não cumpriam'', apontou. Ele deverá pedir prisão preventiva dos responsáveis pela Serv's.
Belinati comentou que a prática é bastante semelhante ao da Reclofan, empresa que fazia empréstimos a pessoas de baixa renda, foi denunciada e acabou fechando as portas na cidade. Segundo o delegado, a proprietária da empresa, Rosane Noemi dos Santos Salari, usava o nome falso de Rosane Maria de Almeida. Ele deverá entrar hoje com o pedido de prisão preventiva contra sete diretores da empresa.
A Folha esteve ontem no escritório da Serv's, na área central, mas uma funcionária informou que o gerente Francismir Pereira Lemes não estava. A reportagem flagrou alguns computadores sendo retirados do local, no final da tarde.


