Clichepar repõe 100 mil camisinhas que sumiram
A Master Comunicação e Marketing - agência de Curitiba contratada pelo Ministério da Saúde para fazer a campanha de prevenção da Aids no Carnaval - informou ontem que o problema da distribuição de porta-preservativos vazios ou contendo pedaços de papelão foi sanado com a remessa de mais 100 mil unidades para os locais onde foi constatada a falha. Segundo a Master, as 100 mil camisinhas foram adquiridas pela Clichepar (empresa que produziu as embalagens), sem ônus para o ministério.
A falha foi atribuída pela Clichepar aos internos da Penitenciária Central do Estado, contratados para embalar as camisinhas. Ontem o secretário de Estado da Justiça, Eduardo Virmond, voltou a afirmar que os preservativos não foram desviados pelos presos. O diretor do Departamento Penitenciário, Cezinando Paredes, disse que a Clichepar já havia recebido 1.795.000 camisinhas embaladas e assinou um documento aprovando o serviço.
As 176.408 camisinhas que ainda estavam no presídio para serem embaladas foram recolhidas pela Clichepar na noite de quarta-feira. Segundo Paredes, a empresa alegou que precisava do material para mandar com urgência para o Nordeste. O diretor da Clichepar, Eviton Machado - que no começo da semana divulgou uma nota acusando os presos -, não foi encontrado ontem.





