O jovem Jim Halsey está levando um carro para a Califórnia. No caminho, ele dá carona a um psicopata, John Ryder, que mata todos os motoristas que lhe dão carona. Jim consegue escapar, mas o louco assassino começa a persegui-lo de maneira implacável e para piorar as coisas, a polícia pensa que Jim é o autor das mortes. O filme A Morte pede Carona, de 1986, assustou tanto as platéias que rendeu uma continuação e até uma refilmagem, duas décadas depois.
E o enredo apavorante influenciou tanto os caronistas, que a prática passou a ser temida não só pelos motoristas, mas também pelos passageiros. Ainda assim, há 15 anos, a bióloga Tais Benato, 27, segurando uma placa indicando a cidade de São Paulo como destino, resolveu pedir carona em plena Rodovia Castelo Branco. A época era de Natal e Tais estava acompanhada da irmã mais velha, o que a ajudou a conseguir carona muito mais rápido, segundo ela.
''Naquele tempo era mais tranquilo, tanto que também subimos todo o litoral norte paulista de carona, eu, minha irmã e o namorado dela'', recorda a bióloga, que sempre viajou com homens. ''Mulher não pára, tem medo.''
Enquanto estudava na UEL, Tais também costumava ir de carona para as aulas e quando comprou um carro, retribuiu os favores transportando outros estudantes para a universidade. ''Tem gente boa demais'', diz Tais, elecando quatro razões pelas quais sempre preferiu viajar de carona a usar ônibus: ''é mais rápido, mais econômico, a gente faz amizade e é uma atitude mais ecológica, pois favorece que menos carros circulem na cidade''. (M.G.)

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