O Ministério de Educação demonstrou preocupação com os portadores de deficiência mental na Lei de Diretrizes e Bases, de 1961, quando autorizou a criação de classes especiais em escolas públicas primárias. A partir daí, foram criados centros, departamentos e campanhas para promover o atendimento de crianças em instituições especializadas e escolas de ensino regular.
As classes especiais se destinam a atender portadores de deficiência mental leve, com baixa defasagem intelectual. Estas classes caracterizam-se pela organização, currículo e objetivos próprios, que são ajustados ao grau de excepcionalidade dos alunos.
Em Guarapuava existem quatro escolas (seis classes) que trabalham com educação especial, atendendo 60 alunos. Há ainda o atendimento para adultos, através do Centro de Estudos Supletivos (CES). ‘‘Não é válido abrir classes especiais em todas as escolas porque é preciso que o corpo docente, os funcionários, os pais e a própria filosofia da escola estejam voltados para o anseio da integração dos portadores com a sociedade’’, diz a responsável pela área de deficiência mental do Núcleo Regional de Ensino de Guarapuava, Maria Izabel Milanez.
A Unicentro oferece cursos de pós-graduação desde 1975, inclusive na área de educação especial. Já foram ofertados cursos nas áreas de deficiência mental, auditiva, visual e psicomotora. O Centro Universitário de Irati está ministrando o curso de pós-graduação em Deficiência Mental
Ainda neste primeiro semestre, a Unicentro começará a desenvolver o projeto ‘‘A Questão do Portador de Necessidades Educacionais Especiais - Aspectos Físicos, Sociais e Políticos’’, com caracterização de fórum de debates.

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