Classe média predomina entre os alunos da UEM
Na UEM, 44,84% dos alunos pertencem à classe média, segundo pesquisa realizada em junho do ano passado pela Pró-Reitoria de Ensino. Foram ouvidos 3.730 (46,32% do total) alunos de um total de 8.053 matriculados nos 27 cursos de graduação da universidade.
A pesquisa foi realizada através de questionários dirigidos que detectaram o nível ocupacional da família dos estudantes. O objetivo da pesquisa foi definir a ocupação dos pais ou responsáveis e enquadrá-la num parâmetro de avaliação, conhecido como escala de Hutkinson - aplicada no país desde 1950 em pesquisas sociológicas.
Esta escala define sete posições optativas para a classificação das respostas em níveis sócio-econômicos. São eles: Altos cargos políticos e administrativos, proprietários de grandes empresas e assemelhados (nível 1); Profissionais liberais, cargos de gerência ou direção, proprietários de empresas de tamanho médio (2); Posições mais baixas de supervisão ou inspeção de ocupações não manuais, proprietários de pequenas empresas, comerciais, industriais, agropecuárias (3); Ocupações não-manuais de rotina e assemelhadas (4); Supervisão de trabalho manual e ocupações assemelhadas (5); Ocupações manuais especializadas e assemelhadas (6); Ocupações manuais não especializadas (7).
A pesquisa reagrupou as posições previstas na escala em três extratos: superior, médio e inferior. O superior é composto pelas posições 1 e 2, as chamadas classes alta e média-alta. O médio, pelas categorias 3 e 4, ou classe média. E a inferior, classe baixa, pelas posições 5, 6 e 7.
A pesquisa constatou que 23,82% dos alunos situam-se no chamado estrato superior, ou seja, pertencem às classes alta e média-alta. Na classe média, a maioria: 44,84%. Por sua vez, na classe baixa estão 31,34% dos alunos.
Segundo a pesquisa, apenas 17,66% dos pais de alunos da UEM têm curso superior completo. A maioria dos pais, ou seja, 36,32% têm o 1º grau completo. A maioria dos pais de alunos recebem mensalmente entre oito e dez salários mínimos. Do total, 11,37% recebem mais de 20 salários mínimos. Entre os alunos pesquisados, 1.364 ou 36,58% não trabalham. Trabalham, com vínculo empregatício, 942 pesquisados (25,26%).





