A partir de agora, sempre que a Prefeitura de Londrina requisitar os serviços da Empresa Paranaense de Classificação de Produtos (Claspar), ela terá que pagar por isso. Esse comunicado foi feito ontem de manhã após a análise do feijão da cesta básica descarregado no almoxarifado. Foram 3.030 quilos das marcas Alvorada e De Ouro que apresentaram problemas de qualidade em testes na semana passada.
A Claspar é uma empresa particular conveniada à Secretaria de Estado da Agricultura e de Abastecimento do Paraná que classifica produtos de origem vegetal e fiscaliza os de origem animal e seus derivados. É ela que no momento trabalha nas fronteiras do Estado para impedir a entrada de animais com febre aftosa.
‘‘Até agora prestamos uma colaboração à prefeitura. Daqui para frente teremos que respeitar a tabela de preços para manter nossas atividades’’, disse o gerente da regional Norte da Claspar, Luis Felipe Costa. Sua área abrange 35 municípios do Norte e Noroeste paranaense controlados pelos escritórios de Londrina, Maringá e Apucarana.
Segundo Costa, a empresa cobrará da prefeitura uma taxa de R$ 8,93 pelo teste realizada com cada produto. No caso da cesta básica, a análise incidirá sobre o feijão, arroz, farinha, óleo de soja, fubá, açúcar e sal. ‘‘É um valor pequeno perto do benefício que representa para o município.’’
O auditor da prefeitura, Sadi Chaiben, e o secretário municipal de Governo, Sidnei Dionísio de Oliveira, ainda não têm idéia do quanto isso siginificará em valores monetários, mas dizem que o investimento vale a pena.
O procurador-geral do município, Arão Moreira dos Santos Neto, esperava enviar até o final da tarde de ontem, à Polícia Civil, o pedido de abertura de inquérito sobre as irregularidades identificadas no feijão e arroz da cesta básica. Com a reposição do feijão, os funcionários do almoxarifado iniciaram a montagem das 1.010 cestas que deverão ser entregues à Secretaria Municipal da Ação Social até, no máximo, segunda-feira, conforme Chaiben.

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