Claretianas comemoram 50 anos
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quarta-feira, 12 de março de 2008
Adriana Ito<br>Reportagem Local 
''Bondade e Alegria.'' Esse é o lema que tem permeado todo o trabalho da Congregação das Missionárias de Santo Antônio Maria Claret, que completa na próxima quarta-feira o seu Jubileu de Ouro. Essas duas virtudes também são a exata descrição do clima que paira na sede da congregação esta semana. Irmãs claretianas de todo o Brasil e de vários países do mundo começaram a se reunir desde terça-feira, em Londrina, para celebrar os 50 anos da entidade.
E há muito o que comemorar. Fundada na cidade em 1958, a congregação é uma das poucas criadas no Brasil, e, destas, uma das únicas que tem missões em tantos outros países. As irmãs claretianas estão presentes hoje em 17 países dos cinco continentes, como Argentina, Chile, Togo, Gabão, Costa do Marfim, Portugal, Suíça, França, Índia, Indonésia, Filipinas e Austrália.
No Brasil, elas estão em 11 Estados, e devem fundar uma nova comunidade no Amazonas, para atender a população ribeirinha. ''Vamos deixar essa obra como um marco do Jubileu'', anuncia a irmã Maria Verônica Ferreira.
Como parte das comemorações, também será realizado hoje e amanhã o 1º Congresso Internacional das Irmãs Claretianas, reunindo cerca de 200 pessoas. Hoje à noite haverá ainda a Noite da Gratidão, e amanhã, a Noite da Vigília em Ação de Graças. Já no dia 15, acontece uma missa em ação de graças na Catedral, celebrada pelo arcebispo de Londrina, Dom Orlando Brandes. Ontem, a congregação recebeu a Comenda Ouro Verde na Câmara de Londrina.
A congregação foi fundada pelo arcebispo Dom Geraldo Fernandes e por Madre Leonia Milito, com a participação de quatro Irmãs Pobres Filhas de Santo Antônio, que vieram da Itália. ''A congregação italiana queria que elas voltassem, mas elas já estavam com vários trabalhos encaminhados na cidade, onde chegaram em 1957, e não poderiam abandonar tudo. Então Dom Geraldo foi designado para acompanhá-las. Ele fundou a congregação e elas acabaram ficando'', conta irmã Verônica.
Como a congregação foi crescendo, as irmãs começaram a partir em missões no exterior, sempre trabalhando prioritariamente pelos ''pobres e mais pobres'' em suas ações de caridade. ''Nosso carisma é seguir a Jesus Missionário e Redentor através do anúncio da palavra e do viver da caridade'', explica Verônica. Em Londrina, as irmãs atuam no Colégio Pio XII, Asilo São Vicente de Paula, Casa de Apoio Madre Leonia Milito e Centro de Educação Dom Geraldo Fernandes, entre outros projetos.
Alsilia de Lucca foi uma das quatro integrantes do primeiro grupo de irmãs missionárias italianas que chegaram a Londrina, em 1957, e foram co-fundadoras da congregação. Depois de 12 anos no Brasil, ela foi ser missionária na Europa, e hoje mora na Austrália, onde trabalha em um lar que cuida de mais de cem idosos. ''Depois de tantos anos, voltar traz muitas lembranças. Naquela época as dificuldades eram muitas'', rememora.
Fiorenza Sicilia é outra irmã que participou da fundação da congregação, e hoje emociona-se ao pensar em como o grupo cresceu. ''Nós começamos junto com a mãe fundadora. Ver como a congregação cresceu nesses 50 anos é uma alegria e uma emoção muito fortes'', revela, sem esconder as lágrimas. ''Não tínhamos ambição de crescer. A gente queria era fazer o bem. Mas Deus se encarregou da expansão'', afirma.
Já a irmã Flaviana veio das Filipinas, onde dirige uma pré-escola para cerca de 300 crianças. ''Foi um esforço muito grande para que eu pudesse vir, e o meu sentimento é de gratidão. Me sinto uma pessoa abençoada, e a minha felicidade não pode ser expressa em palavras'', revela.


