Civil prende militares que chefiavam quadrilha
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quinta-feira, 21 de novembro de 2002
Rosana Félix<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A Polícia Civil apresentou ontem uma quadrilha acusada de estelionato liderada por dois policiais militares. Os irmãos Ronaldo Luiz Firmo de Oliveira e Waldemar José Firmo de Oliveira estão lotados no Batalhão de Polícia de Trânsito (Bptran) da Capital. Os dois já estavam sendo investigados. Ronaldo respondia a um Inquérito Policial Militar (IPM) e Waldemar a um inquérito instaurado pela Delegacia de Furtos e Roubos.
Os policiais foram removidos para uma cela do Batalhão de Guarda da Polícia Militar. A assessoria de comunicação da Polícia Militar (PM) informou que vai realizar um procedimento interno para analisar a atuação dos irmãos. Eles vão continuar respondendo aos inquéritos já instaurados e também por formação de quadrilha, receptação e porte de arma. A PM não informou se os policiais estavam trabalhando normalmente ou se já estavam cumprindo algum tipo de punição. A Folha não conseguiu entrevistar os policiais.
Foram presos também Alvanir Costa, Lauriberto da Silva Oliveira, Luiz Carlos Domingues Filho e Paulo Roberto Mendes, o único sem passagem policial. Eles foram pegos em flagrante em uma abordagem depois que policiais do 9º Distrito Policial receberam denúncia de movimentação suspeita no estacionamento de um supermercado de uma região nobre de Curitiba.
Policiais seguiram os suspeitos, que estavam em dois carros, sendo que um havia sido roubado em São Paulo há alguns dias. Na abordagem foram encontradas várias caixas de papelão e um revólver calibre 38. A polícia suspeita que eles iam cometer o ''golpe do chute''.
Na ação, um dos integrantes da quadrilha entra em contato com um comerciante, oferecendo uma mercadoria importada, mas que está retida pela Receita Federal. O estelionatário afirma que pode liberar a carga por um valor inferior. Quando o comerciante vai entregar o dinheiro, geralmente dólares, outros membros da quadrilha aparecem no local e simulam um assalto. Os presos não informaram em quem iriam aplicar o golpe.


