O presidente da Câmara de Londrina, Renato Araújo (PPB), reagiu durante a sessão de ontem de maneira irritada contra a citação dele e de outros 15 vereadores como réus, pelo juiz da 7ª Vara Cível, José Cichocki Neto, numa ação popular que contesta a legalidade da doação de R$ 480 mil feita pela prefeitura para a realização da Taça Londrina de Futebol Júnior, em dezembro.
A ação popular impetrada pelo comerciário Ademilto da Silva Trindade - através do advogado Osvaldo Gimenes - acusa ainda por ‘‘improbidade e desperdício do dinheiro público’’ o prefeito Antonio Belinati (sem partido), o procurador geral do Município, Eduardo Duarte Ferreira, e o ex-secretário de Fazenda, Luiz Cesar Guedes. De acordo com a citação do juiz, os réus têm 20 dias para contestar a ação, sob pena de revelia ou de presumir-se aceitas como verdadeiras as acusações articuladas pela ação popular.
‘‘Este advogado, Osvaldo Gimenes, não sabe sequer estruturar corretamente uma petição. Não me julgo intimado e nem citado. Esta ação é improcedente e mal formulada. O advogado deveria ter mais cuidado em matar a sua fome de dinheiro’’, afirmou Renato Araújo, ao suspender a sessão para se reunir com a assessoria jurídica da Câmara para saber quais os procedimentos cabíveis.
Depois, ele comentou estar surpreso com o recebimento deste tipo de ação - ‘‘absurda e formulada de maneira irregular’’ - pelo juiz José Cichocki Neto, a quem considera uma das maiores autoridades em leis atualmente em Londrina. ‘‘A votação daquele projeto de lei não foi nomimal e, portanto, o autor da ação não tem como saber quem votou contra ou a favor. E, ademais, o projeto só foi transformado em lei depois de sancionado pelo prefeito. Além de recorrer na Justiça, vamos pedir à OAB uma advertência ao advogado, por este tipo de ação infundada em motivos políticos’’, ressaltou Araújo. A Folha não conseguiu localizar, no início da noite de ontem, o advogado Osvaldo Gimenes.

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